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Mega vazamento tem dados de mais de 200 distritos policiais dos EUA

O BlueLeaks tem dados e documentos de pelo menos 13 tipos – só imagens são 564 mil. No total, a coleção tem 270 GB de dados obtidos pelo coletivo Anonymous
Da Redação
23/06/2020
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Numa exposição de dados batizada de BlueLeaks, o assim chamado coletivo de transparência DDOSecrets (Distributed Denial of Secrets) publicou ontem dados de aproximadamente 200 distritos policiais dos Estados Unidos, divulgando dados e documentos de pelo menos 13 tipos – só imagens são 564 mil. No total, a coleção tem 270 GB de dados. Os dados teriam sido obtidos por outro coletivo: o Anonymous.

“É o maior vazamento já publicado de agências policiais americanas”, escreveu Emma Best, cofundadora do DDOSecrets, em uma série de mensagens de texto. “Ele proporciona uma visão mais próxima das agências estaduais, locais e federais encarregadas de proteger o público, incluindo a resposta do governo aos protestos da COVID e do BLM (Black Lives Matter)”.

Em um post no Twitter, o DDoSecrets informou que o arquivo BlueLeaks indexa “dez anos de dados de mais de 200 departamentos policiais, centros de fusão e outros recursos de treinamento e apoio à aplicação da lei” e que “entre as centenas de milhares de documentos estão relatórios policiais e do FBI, boletins, guias e muito mais. ”

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Os “centros de fusão” são entidades pertencentes e operadas pelo estado que coletam e disseminam informações sobre aplicação da lei e segurança pública entre parceiros dos setores público e privado. O jornalista Brian Krebs enviou uma amostra dos dados ao National Fusion Center Association (NFCA), que confirmou a validade deles. O NFCA observou que as datas dos arquivos no vazamento na verdade se estendem por quase 24 anos – de agosto de 1996 a 19 de junho de 2000 – e que os documentos incluem nomes, endereços de email, números de telefone, documentos em PDF, imagens e um grande número de texto, vídeo, arquivos CSV e ZIP.

Essa enorme quantidade de dados internos publicados pelo DDOSecrets foi originalmente exfiltrada de uma empresa de desenvolvimento web chamada Netsential, de acordo com um memorando policial obtido pelo jornalista Brian Krebs para seu blog Krebs On Security. Esse memorando, emitido pela National Fusion Center Association, diz que grande parte dos dados pertencia a “centros de fusão” de aplicação da lei nos EUA que atuam como hubs de compartilhamento de informações para agências federais, estaduais e locais. A Netsential não respondeu a uma solicitação de comentário para a revista Wired.

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