Malware parou 4 fábricas em São Paulo

Quatro fábricas de autopeças da empresa alemã KSPG situadas em Nova Odessa (SP) estão sofrendo problemas de operação desde a terça-feira, dia 24, por causa de um ataque de malware. Todo o sistema de TI foi parado para manutenção. As quatro fábricas pertencem ao grupo alemão Rheinmetal, um dos grandes fornecedores globais da área de defesa, que publicou ontem à tarde um comunicado sobre o assunto. Elas produzem itens como pistões, por exemplo, para motores a combustão. Ao final da tarde de hoje na Alemanha, as ações da Rheinmetal haviam caído 2,9% por causa do impacto desse problema no faturamento da empresa. Segundo o comunicado, a solução pode demorar até quatro semanas e as perdas são de 3 a 4 milhões de Euros por semana, contando a partir da segunda semana.

A empresa não deu no seu comunicado nenhum detalhe sobre a contaminação, mas admitiu que além do Brasil foram atingidas também as fábricas dos Estados Unidos e do México. Nem a área de defesa nem a rede corporativa foram atingidos, informou a Rheinmetal. Um porta-voz da empresa disse que a infraestrutura de TI nas regiões atingidas foi fechada para que possa ser feita a manutenção. Em Maio de 2017, o ransomware Wannacry paralisou fábricas da Honda, Renault e Nissan.

Por coincidência, na última quinta-feira foram publicadas notícias segundo as quais a Airbus – que também é um fornecedor de defesa – estava sendo atacada por hackers. Os ataques visavam vários fornecedores da empresa e há suposições indicando que os ataques são de hackers chineses.

Este é o comunicado da Rheinmetal: “Rheinmetall AG: interrupção regional da produção devido a malware na Rheinmetall Automotive

A infraestrutura de TI das fábricas da Rheinmetall Automotive no Brasil, México e EUA está afetada por ataques de malware desde o final da noite de 24 de setembro de 2019. Como resultado, os processos normais de produção nesses locais estão atualmente sofrendo uma interrupção significativa.

De acordo com as informações mais recentes, os outros sistemas de TI do grupo não foram afetados.

O Grupo Rheinmetall está fazendo tudo o que está ao seu alcance para resolver a interrupção resultante nas plantas afetadas o mais rápido possível e manter o máximo possível o fluxo de peças para os clientes. Embora a entregabilidade esteja garantida no curto prazo, a duração da interrupção não pode ser prevista no momento. Os cenários mais prováveis ​​sugerem um período que dura entre duas e quatro semanas.

No momento, o Grupo espera que o evento de malware tenha um impacto adverso nos resultados operacionais entre € 3 milhões e € 4 milhões por semana, começando na segunda semana”.

(Com agências internacionais)

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