banner senha segura
senhasegura

Irã acusa Israel de estar por trás de ciberataque que paralisou usina nuclear

Governo iraniano acusa país de ser o responsável pelo ataque cibernético que causou blecaute à instalação de enriquecimento de urânio
Da Redação
13/04/2021
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest

O Irã acusou Israel de planejar o incidente que paralisou uma instalação nuclear iraniana com intuito de minar os esforços do país para tentar suspender as sanções dos EUA, que estão na mesa de negociações em Viena.

Um blecaute atingiu a instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, na região central do Irã, na manhã de domingo, 11. A mídia iraniana acusou a agência de inteligência Mossad de Israel de estar por trás do ataque cibernético que causou o incidente.

“Israel quer se vingar do povo iraniano por seu sucesso em suspender as sanções injustas, mas não permitiremos”, disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Mohammad Javad Zarif, citado pela agência de notícias oficial IRNA na segunda-feira, 12.

Zarif disse que as centrífugas danificadas nas instalações de Natanz eram de primeira geração e serão substituídas por dispositivos mais avançados, o que fortalecerá a posição do Irã nas negociações que visam o levantamento das sanções dos EUA contra o Irã.

O Irã, advertiu Zarif, não permitirá que Israel impeça o levantamento das sanções e “se vingará” de Israel pelo incidente em Natanz.

“O incidente de domingo foi um ato ousado de terrorismo nuclear em solo iraniano”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, citado pela Press TV.

“As medidas necessárias estão sendo tomadas para prender o principal elemento por trás da interrupção no sistema de energia do complexo de Natanz”, relatou o Nour News do Irã, citando uma fonte da área de segurança.

O incidente na instalação nuclear ocorreu um dia após 164 centrífugas semi-industriais IR-6 terem sido injetadas com gás e se tornaram totalmente operacionais em uma planta de enriquecimento de urânio em Natanz, e 30 centrífugas IR-6S entraram na primeira fase de injeção de gás no mesmo plantar.

Tensões Israel-Irã

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu não negou nem confirmou o ataque, mas disse na segunda-feira que Israel nunca permitirá que o Irã obtenha armas nucleares. “Ambos concordamos que o Irã nunca deve possuir armas nucleares. Minha política como primeiro-ministro de Israel é clara: nunca permitirei que o Irã obtenha capacidade nuclear”, disse Netanyahu em declarações conjuntas com o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin.

Em novembro de 2020, o cientista nuclear iraniano Mohsen Fakhrizadeh foi morto por um ataque a seu carro. Naquela época, Teerã responsabilizou Israel pelo assassinato. Em julho daquele ano, o Irã havia dito que um “incidente” afetou um galpão em construção no complexo de Natanz. Mais tarde, o porta-voz da AEOI Behrouz Kamalvandi descreveu o incidente como “um ato de sabotagem”.

Veja isso
Caos em porto iraniano foi ataque de Israel, diz jornal
Hackers iranianos invadem site do governo americano

Uma década atrás, o ataque cibernético Stuxnet, revelado em 2010, desferiu um golpe no programa nuclear iraniano. Embora nenhum dos países tenha admitido abertamente a responsabilidade, o worm de computador é amplamente considerado uma arma cibernética construída em conjunto pelos Estados Unidos e Israel.

No início deste mês, o Irã confirmou uma explosão no navio comercial do país, Saviz, no Mar Vermelho. Abolfazl Shekarchi, porta-voz das Forças Armadas iranianas, disse na sexta-feira, 9, que Israel e os Estados Unidos são suspeitos de estar por trás do recente ataque a um navio iraniano no Mar Vermelho.

O New York Times chamou o ataque contra o navio iraniano como “uma escalada da escaramuça naval sombria” entre Irã e Israel, que já dura dois anos e abre “uma nova frente marítima em uma guerra sombria regional que já havia ocorrido por terra e ar”.

Negociações com EUA

A Casa Branca disse na segunda-feira que os Estados Unidos não estavam envolvidos no ataque à instalação nuclear iraniana de Natanz. Tanto pelo lado do Irã quanto do governo Biden esforços para tentar resgatar o acordo nuclear de 2015, oficialmente conhecido como Comissão Conjunta do Plano de Ação Global Conjunto (JCPOA). A negociações tiveram início este mês em Viena, com o levantamento das sanções ao Irã e medidas de implementação nuclear no topo da agenda.

O Irã interrompeu gradualmente a implementação partes de seus compromissos do JCPOA a partir de maio de 2019, um ano depois que o governo do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou unilateralmente o acordo e impôs sanções ao Irã.

Enquanto o governo Biden expressa seu desejo de voltar a aderir ao acordo nuclear, Israel tem se manifestado contra o retorno de Washington ao JCPOA.

Analistas dizem as recentes ações de Israel contra o Irã têm como objetivo exercer pressão estratégica sobre a influência regional do Irã e as reuniões nucleares de Viena. Com agências de notícias internacionais.

Compartilhar:

Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest

Inscrição na lista CISO Advisor

* campo obrigatório