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Investimento em cyber? Só depois de incidentes

Da Redação
23/06/2022

Perda de produtividade, de clientes, de receita e de dados, bem como danos financeiros decorrentes de pagamentos de resgate após ataques de ransomware. Apesar de todas essas consequências, quase 3/4 das empresas do Reino Unido só investe de fato em segurança cibernética depois de sofrerem um ataque, revela pesquisa publicada ontem pela empresa americana Tanium. Os dados mostram que

  • 63% dos entrevistados disseram que as lideranças só ficam preocupadas com a segurança cibernética depois de um incidente; o número sobe para 78% em bancos e finanças e 64% em todo o setor público
  • 79% dos entrevistados admitiram ser mais provável que as liderança aprovem um orçamento para segurança cibernética quando houve uma violação de dados recentemente
  • 55% afirmaram que sua organização não tem funcionários suficientes para se concentrar adequadamente em medidas preventivas de segurança

A pesquisa contou com 300 participantes sediados no Reino Unido, de organizações com mais de 250 funcionários entre bancos, empresas financeiras em geral, educação, saúde, manufatura, varejo e telecomunicações; 23% são de C-Level ou diretoria, sendo 77% dedicados a TI e segurança de TI.

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A pesquisa confirmou que a atividade cibernética maliciosa continua comum: 92% dos entrevistados admitiram ter sofrido um ataque ou violação de dados, sendo quase três quartos (73%) durante o ano passado. O quadro está piorando para os defensores, diz o estudo: mais de dois terços (69%) admitiram que as ameaças estão aumentando e esperam que em 2022 haja o maior número de ataques de todos os tempos.

Em compensação, as organizações que adotam uma abordagem preventiva à segurança cibernética têm uma probabilidade significativamente menor de ter sofrido um ataque ou violação nos últimos 24 meses (79%) do que aquelas que são mais reativas (90%).

O estudo está em “hxxps://explore.tanium.com/c/eb-cybersecurity_pre?x=6FiXIQ&utm_campaign=7017V0000012rcaQAA”

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