Interpol prende 3.900 em 61 países por cibercrimes

Da Redação
29/06/2024

Uma operação policial global revelada ontem, abrangendo 61 países – incluindo o Brasil – congelou 6.745 contas bancárias, apreendeu ativos totalizando US$ 257 milhões e interrompeu a operação de redes transnacionais de crime organizado baseadas nesses países. Batizada de First Light, a operação prendeu cerca de 3.900 pessoas sub a acusação de phishing, fraude de investimento, operação de sites falsos de compras online, golpes românticos e golpes de falsificação de identidade, de acordo com o comunicado da Interpol. Investigações conjuntas entre as autoridades brasileiras e portuguesas interromperam diversas redes fraudulentas que operavam globalmente.

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Em um dos casos, a polícia interceptou US$ 331.000 obtidos em uma fraude de comprometimento de e-mail comercial envolvendo uma vítima espanhola que, sem saber, transferiu dinheiro para alguém em Hong Kong. Em outro caso, autoridades na Austrália recuperaram US$ 3,7 milhões em nome de uma vítima de golpe de falsificação de identidade depois que os fundos foram transferidos fraudulentamente para contas bancárias na Malásia e em Hong Kong.

“Ao confiscar quantias tão grandes de dinheiro e perturbar as redes por detrás delas, não só salvaguardamos as nossas comunidades, mas também desferimos um golpe significativo nos grupos transnacionais do crime organizado que representam uma ameaça tão grave à segurança global”, disse Isaac Kehinde Oginni, o diretor do centro de crimes financeiros e anticorrupção da Interpol.

As redes criminosas identificadas durante a operação estavam espalhadas pelo globo. Na Namíbia, por exemplo, a polícia resgatou 88 jovens locais que foram forçados a conduzir golpes como parte de uma sofisticada rede internacional de crimes, de acordo com a Interpol. As autoridades de Singapura, Hong Kong e China impediram uma tentativa de fraude de suporte técnico, salvando uma vítima de 70 anos de perder 281.200 dólares.

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