Indústria da aviação carece de medidas coesas de cibersegurança, diz estudo

Estudo diz que os níveis crescentes de interdependência dentro da indústria podem levar a riscos sistêmicos e efeitos danosos em cascata
Da Redação
16/04/2021
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Um relatório publicado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) identificou a necessidade de unificação das práticas de segurança cibernética no setor de aviação. O documento, intitulado “Pathways to a Cyber ​​Resilient Aviation Industry”, descreve como companhias aéreas, aeroportos e fabricantes de aeronaves atualmente adotam abordagens diferentes para combater os riscos cibernéticos. O estudo inclui um alerta segundo o qual os níveis crescentes de interdependência dentro da indústria “podem levar a riscos sistêmicos e efeitos [danosos] em cascata”.

Para se proteger contra esses riscos, o Fórum Econômico Mundial se reuniu líderes de 50 organizações, incluindo o Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e Eurocontrol, para determinar como o setor de aviação pode se preparar contra futuros incidentes de segurança e ataques cibernéticos.

A coalizão propõe a adoção global de nove princípios para unificar os requisitos de segurança em toda a indústria. Em nível internacional, o grupo defende a criação de regulamentações alinhadas globalmente e o desenvolvimento de padrões internacionais de compartilhamento de informações. Também sugeriu a criação de uma avaliação imparcial e estrutura de benchmarking, além de uma linha mestra de resiliência cibernética em toda a cadeia de fornecimento e valor. Nacionalmente, o grupo defende uma requalificação e a adoção de uma comunicação mais aberta sobre incidentes de aviação.

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As prioridades organizacionais expostas pela coalizão foram a integração da resiliência cibernética nas práticas de negócios, a melhoria da colaboração e a necessidade de garantir a avaliação de risco e a priorização em torno da segurança cibernética.

“A indústria da aviação desenvolveu um forte histórico de segurança, resiliência e práticas de proteção para ameaças físicas e deve integrar os riscos cibernéticos a esta cultura de segurança e resiliência”, disse Georges De Moura, chefe de soluções da indústria do Centro para Cibersegurança do Fórum Econômico Mundial.Segundo ele, uma abordagem comum para ameaças existentes e emergentes permitirão que toda a cadeia da indústria e do governo adotem uma política de segurança cibernética ampla sobre riscos para garantir um ecossistema de aviação seguro e resiliente. Com agências de notícias internacionais.

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