Pesquisa do ISC2, publicada em 14 de julho, revela que a inteligência artificial está remodelando a profissão de cibersegurança. De acordo com o levantamento, 56% dos profissionais afirmam que a IA reduziu a necessidade de posições de nível inicial no último ano, enquanto 53% acreditam que a tecnologia está criando novos tipos de funções entry-level. A pesquisa foi conduzida em maio de 2026 com 856 profissionais que utilizam IA em suas funções.
Impacto na alocação de tempo e estresse
O estudo aponta que a validação humana tornou-se mais relevante, com 65% dos participantes dedicando mais tempo a decidir quando confiar ou agir sobre recomendações geradas por IA, e 63% revisando ou validando saídas dos sistemas. Quase metade (48%) relatou redução do tempo gasto em tarefas sem assistência da IA. O impacto no estresse foi dividido: 48% disseram que a IA diminuiu o estresse no trabalho, 32% relataram aumento e 21% não perceberam mudanças. Profissionais com estresse aumentado são mais propensos a gastar mais tempo validando saídas (76%) do que aqueles com estresse diminuído (57%).
Preocupações e responsabilidade
As principais preocupações incluem dependência excessiva de recomendações de IA (62%) e erros não detectados que podem escalar rapidamente (61%). Metade dos entrevistados afirmou que humanos são considerados responsáveis quando recomendações de IA levam a resultados incorretos. O estudo destaca que 89% dos profissionais já experimentaram recomendações de IA que resultaram em erros em suas organizações. Quase um quarto (24%) relatou ser frequentemente solicitado a agir com base em saídas de IA sem compreender como foram produzidas.
Habilidades e recomendações
Apesar das mudanças, 62% dos participantes não acreditam que a IA tenha reduzido a necessidade de habilidades fundamentais em segurança, indicando a importância contínua do conhecimento técnico básico. Entre as recomendações para o uso eficaz da IA, 82% consideram muito importante determinar quando confiar nas saídas, 80% destacam a necessidade de políticas claras e estruturas de governança, e 78% apontam a compreensão das limitações dos sistemas como fundamental.






