IA e drones do Azerbaijão dominam a guerra contra Armênia

Principais armas geridas por IA são enxames de drones armados, que podem vazar as linhas inimigas e fazer grandes estragos
Da Redação
19/10/2020
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A guerra de fronteiras entre Armênia e Azerbaijão está sendo considerada pelos especialistas militares como a primeira na qual há utilização de inteligência artificial no comando de armamento. Neste caso, drones armados do Azerbaijão, adquiridos de Israel e lançados contra as forças armênias. Na semana passada, a Armênia chamou de volta seu embaixador em Israel num claro sinal de protesto contra a venda de armamento sofisticado ao Azerbaijão. Acontece que 40% do petróleo de Israel dependem de expoprtações de óleo do Azerbaijão.

Num artigo publicado na última quinta-feira, o especialista em IA Robert Marks II, diretor do Walter Bradley Center for Natural & Artificial Intelligence, pondera que os drones são baratos e facilmente aplicáveis, “e se apenas alguns conseguirem passar pelo fogo inimigo, ainda podem causar estragos”. Embora ainda não tenham sido registrados enxames (veja o vídeo abaixo), eles são uma ameaça latente.

“O drones já não são novidade em teatros de operações militares como vemos na fronteira Arzerbaijão e Armênia”, disse ao CISO Advisor o professor e especialista em drones Carlos William Lima, “pois seu custo e o desenvolvimente se deram tão rapidamente, que não nos espanta mais sua utilização”.

Em 1863, conta ele, um dispositivo feito com um cesto conectado a um balão de ar quente levava um explosivo com um pavio temporizador, para atingir as tropas inimigas durante a guerra civil americana. Isso não se mostrou muito eficiente, mas o conceito de bombardeiro não tripulado e ainda sem inteligência estava lançado. “Os drones têm mostrado cada vez mais aplicações no mundo civil. Mesmo tendo nascido durante a segunda guerra mundial e se desenvolvido na guerra do Vietnã, eles ganharam mais visibilidade durante a guerra ao terrorismo, encampada pelos Estados Unidos, no fim do século XX. Mas sua grande contribuição se dá em tempos de paz, pois a versatilidade e possibilidades na agricultura e inspeção aéreas mostram seu real valor, ainda que a inteligência artificial nessas atividades seja muito pouco explorada”.

William acredita que “o próximo passo será o uso da Inteligência Artificial, para dar liberdade ao drone produzir imagens sem que o piloto se preocupe com seu controle e apenas posar para seu “droneselfie”, sem se preocupar em ser um alvo e sim um participante da ação. A IA já realidade em muitas atividades…”

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Segundo reportagem do jornal Los Angeles Times, os drones são utilizados mais em reconhecimento. Numa entrevista ao jornal, o operador de artilharia Ashot Sarkissian, de 51, que vigia a cidade de Askeran, diz que “se podemos ver com os olhos, atiramos nele. Se não, nós nos escondemos”. 

Robert Marks Aafirma que “a maioria das novas tecnologias na guerra acabará sendo cancelada pela contra-tecnologia. Pense no tanque, introduzido na Primeira Guerra Mundial. Uma contramedida foi a bazuca, um lançador de foguetes antitanque (…) Da mesma forma, o reconhecimento aéreo tornou as manobras secretas das tropas uma tática amplamente obsoleta. Pouco depois disso, os combatentes da Primeira Guerra Mundial estavam se envolvendo em combates aéreos”.

Segundo ele, existem tecnologias anti-drones, entre as quais lasers, balas e redes, mas a Armênia não tem tecnologia israelense: “As armas de IA que o Azerbaijão comprou de Israel incluem mísseis anti-radiação. Esses mísseis voam até serem localizados pelo radar. O míssil então detecta a origem do radar e o destrói. Em suma, o amanhecer da nova era da guerra de IA chegou. Aqueles que inovam em novas armas e desenvolvem contramedidas prevalecerão”.

Com agências internacionais

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