Hospital na França suspende cirurgias após ataque

A agência regional de saúde (ARS) disse que o Hospital André-Mignot cancelou as cirurgias, mas está o possível para manter os serviços de atendimento e consultas em funcionamento
Da Redação
05/12/2022

O Centro Hospitalar de Versalhes – formado pelo Hospital Andre-Mignot, pelo Hospital Richaud e pelaa Casa de Repouso Despagne – foi seriamente prejudicado por um ataque cibernético no sábado dia 3 de Dezembro de 2022, informou a administração do complexo. A agência regional de saúde (ARS) disse que o Hospital André-Mignot cancelou as cirurgias, mas está fazendo todo o possível para manter os serviços de atendimento e consultas em funcionamento.

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Seis pacientes foram transferidos desde a noite de sábado – três da terapia intensiva e três da unidade neonatal – disse o ministro da Saúde da França, François Braun, ao visitar o hospital na noite de domingo. outros casos podem surgir, acrescentou.

O ciberataque levou a uma “reorganização total do hospital”, acrescentou o ministro. Enquanto as máquinas ainda estavam funcionando na unidade de terapia intensiva, mais pessoas eram necessárias para assistir às telas, pois não estavam mais trabalhando em rede, disse Braun. A promotoria de Paris abriu uma investigação preliminar sobre tentativa de extorsão, bem como o acesso e manutenção do sistema digital do estado. O hospital também apresentou uma queixa formal no domingo.

Há vários meses, hospitais e sistemas de saúde na França são alvo de tais ataques cibernéticos. Segundo Braun, “o sistema de saúde sofre ataques diários” na França, mas a “grande maioria dessas tentativas é impedida”. Em agosto, o hospital Corbeil-Essonnes, nos arredores de Paris – que presta assistência médica a quase 700.000 residentes – foi atingido. Suas operações foram severamente interrompidas por várias semanas antes de retornar ao normal em meados de outubro. Naquela ocasião, o ataque foi seguido por uma demanda de 10 milhões de Euros, posteriormente reduzida para um ou dois milhões. Os hackers estabeleceram um prazo de 23 de setembro para o hospital pagar o resgate, após o qual publicaram dados confidenciais de pacientes e funcionários na “dark web”.

Com agências de notícias internacionais

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