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Hezbollah atacou operadoras de telecomunicações em todo o mundo

Relatório da israelense ClearSky faz um alerta informando que o grupo APT “Lebanese Cedar” entrou em ação
Da Redação
29/01/2021
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A empresa israelense de ciberdefesa ClearSky publicou ontem um relatório de alerta informando que o grupo APT “Lebanese Cedar”, aparentemente uma unidade cibernética do Hezbollah, hackeou servidores e bancos de dados em centenas de empresas em todo o mundo, com foco principalmente em provedores de serviços de telecomunicações e de internet.

Segundo o relatório, aparentemente os ataques visavam reunir inteligência e roubar bancos de dados de empresas contendo dados confidenciais. No caso das empresas de telecomunicações, pode-se presumir, diz a ClearSky, que também foram acessados ​​bancos de dados contendo registros de chamadas e dados privados de clientes.

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Esse grupo foi detectado pela primeira vez em março de 2015 pela Check Point e desde então não foi mais visto, sendo então batizado de “Volatile Cedar”. Embora a Check Point não tenha atribuído especificamente a ação a um determinado grupo ou organização, outros especialistas disseram na época que o ataque tinha todas as marcas de uma campanha orquestrada pelo grupo militante xiita libanês Hezbollah, que mantém laços estreitos com o Irã e sua Guarda Revolucionária.

O relatório da ClearSky conclui que é altamente provável que a atividade atual do grupo esteja ligada às atividades expostas em 2015. As atividades dos ciberataques libaneses têm motivos políticos e ideológicos, visando indivíduos, empresas e organizações em todo o mundo.

De acordo com a ClearSky, a lista de empresas aparentemente hackeadas inclui provedores de hospedagem e nuvem nos EUA e no Reino Unido, junto com a Vodafone Egito e mais: provedores de serviços de internet e telefonia na Arábia Saudita, Jordânia, Cisjordânia e Emirados Árabes Unidos; e várias empresas israelenses. O grupo de ataque conseguiu hackear essas empresas por meio de servidores baseados na Web da Oracle e da Atlassian, fornecedora do Jira, um software de rastreamento de problemas. Os sistemas foram aparentemente violados usando vulnerabilidades conhecidas de servidores Oracle e scanners de vulnerabilidade de código aberto, disseram os pesquisadores.

Com agências internacionais

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