Hackers vazam dezenas de milhares de arquivos de hospitais nos EUA

Informações comprometidas incluem nomes, endereços e aniversários de pacientes e diagnósticos médicos
Da Redação
09/02/2021
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest

Pacientes e funcionários de 11 hospitais nos Estados Unidos tiveram suas informações pessoais expostas depois que hackers publicaram dezenas de milhares de registros online. Os arquivos são do Leon Medical Centers, que administra oito instalações na Flórida, e do Nocona General Hospital, que possui três unidades no Texas.

As informações comprometidas incluem nomes, endereços e aniversários de pacientes, diagnósticos médicos e cartas a seguradoras. Também foi exposta uma pasta contendo verificações de antecedentes da equipe do hospital, de acordo com a rede de TV NBC.

O grupo de hackers não identificado é aparentemente bem conhecido dos pesquisadores de segurança cibernética e provavelmente está no negócio de ransomware de dupla extorsão, por meio do qual os dados são roubados e postados em um blog na web dark em uma tentativa de forçar o pagamento de resgate.

Não está claro por que tantos registros foram publicados já primeira instância. Normalmente, esses grupos publicam uma pequena fatia do que têm para provar que detêm grandes volumes de dados a serem vazados caso a empresa vítima se recuse a pagar o resgate.

Veja isso
Ransomware Ryuk é a principal ameaça para o setor de saúde
Ministério da Saúde admite que pode ter sofrido ataque cibernético

Um advogado do Hospital Geral de Nocona disse à rede de TV americana que a instituição não parece ter sofrido alguma infecção de ransomware ou recebido pedido de resgate.

Já o Leon Medical Centers anunciou no mês passado que havia sido violado em novembro de 2020, em uma invasão que comprometeu nomes dos pacientes, informações de contato, números do Seguro Social, informações financeiras, datas de nascimento, informações familiares, registros médicos, informações de prescrição, histórico de diagnóstico e tratamento e informações de seguro saúde.

No entanto, em um processo com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, apenas 500 pessoas foram consideradas expostas.

Os ataques cibernéticos a instituições de saúde em todo o mundo aumentaram 45% nos últimos dois meses de 2020 em relação aos dois meses anteriores, mais que o dobro da taxa daqueles que visaram outros setores, de acordo com a Check Point Software. O ransomware registrou o maior aumento geral e representa a maior ameaça às instituições de saúde, afirma o fornecedora de soluções de segurança cibernética.

Compartilhar:

Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest

Inscrição na lista CISO Advisor

* campo obrigatório