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Hackers usam bugs do sistema operacional para invadir ATMs

Cbercriminosos que estão usando malware, uma chave do eBay e um Raspberry Pi para hackear caixas eletrônicos
Da Redação
27/05/2021
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Pesquisadores de segurança publicaram um relatório sobre o modus operandi dos cibercriminosos que estão usando malware, uma chave do eBay e um Raspberry Pi para hackear caixas eletrônicos (ATMs, na sigla em inglês). Raspberry Pi é um computador de baixo custo que tem o tamanho de um cartão de crédito desenvolvido no Reino Unido pela Fundação Raspberry Pi. Para usá-lo, basta plugar um teclado e um mouse padrão a ele e conectar tudo isso a um monitor ou a uma televisão. 

Os cibercriminosos exploram as vulnerabilidades no sistema operacional dos computadores responsáveis ​​pelo funcionamento dos caixas eletrônicos. Como o sistema operacional dos computadores não é tão seguro e a maioria dos ATMs ainda utiliza o Windows 7 e o Windows XP, sistemas operacionais que estão desatualizados e deveriam ter sido retirados há muito tempo, os hackers compram pacotes de malware na dark web para explorar as vulnerabilidades desses sistemas e interagir com o software do ATM. Alguns dos pacotes de malware contêm software proprietário comprometido pertencente ao fabricante do ATM.

Antes de hackear o caixa eletrônico, os cibercriminosos marcam os caixas eletrônicos que serão violados em uma cidade, e aqueles com uso intenso são os alvos preferenciais. Normalmente, os ataques são planejados para ocorrer em dias como a Black Friday ou o Dia dos Namorados, que é quando os caixas eletrônicos estão carregados com até 20% a mais de dinheiro. Os caixas eletrônicos também estão carregados com dinheiro extra nas semanas que antecedem o Natal.

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Os ATMs mais usados pelos bancos são das marcas Diebold Nixdorf, Wincor Nixdorf, NCR, Triton e Hitachi-Omron. Os cibercriminosos são bem específicos em relação a seus alvos e o conhecimento do hardware do ATM facilita a compra do malware e da chave apropriados para abrir o gabinete do ATM.

As portas USB em caixas eletrônicos são restritas e só aceitam a conexão de um teclado ou mouse. Por isso, os hackers utilizam o Raspberry Pi com uma bateria para que possa funcionar como uma unidade portátil. O malware é escrito de uma forma que convence o caixa eletrônico de que o Raspberry Pi é um teclado. Comandos armazenados no equipamento são usados para que o caixa eletrônico os siga obedientemente.

Outra forma é inserir um stick de memória USB no ATM e reiniciá-lo de um sistema operacional no stick de memória. Quando o caixa eletrônico é inicializado, os operadores da ameaça podem instalar o malware diretamente no sistema operacional inativo do caixa eletrônico. Ao reinicializá-lo usando o sistema operacional normal, o hacker pode controlar o malware inserindo um cartão especialmente criado ou por meio de uma combinação de chave secreta no teclado do caixa eletrônico.

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