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Hackers levam US$ 97 mi de bolsa de criptomoeda japonesa

Liquid tem mais de 800 mil clientes, em mais de 100 países, e um volume diário de negociação que ultrapassa US$ 1 bilhão
Da Redação
24/08/2021
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A bolsa de criptomoeda japonesa Liquid, com sede em Tóquio, revelou que foi alvo de um ciberataque na noite de quinta-feira, 19, no qual calcula que tenha perdido US$ 97 milhões. 

Em comunicado aos clientes, a empresa disse: “Lamentamos anunciar que as carteiras ‘quentes’ #LiquidGlobal foram comprometidas, por isso estamos transferindo ativos para a carteira ‘fria’. No momento, estamos investigando e forneceremos atualizações regulares. Nesse ínterim, os depósitos e retiradas serão suspensos”.

De acordo com a Elliptic, empresa de análise de blockchain sediada em Londres, os cibercriminosos roubaram quase US$ 100 milhões em várias moedas, incluindo Ether (US$ 32,5 milhões), XRP (US$ 12,9 milhões), Bitcoin (US$ 4,8 milhões), Tron (US$ 200 mil) e Stablecoins (US$ 9,2 milhões). “Isso inclui US$ 45 milhões em tokens Ethereum, que atualmente estão sendo convertidos em Ether usando trocas descentralizadas (DEXs), como Uniswap e SushiSwap. Isso permite que o hacker evite que esses ativos sejam congelados, como é possível com muitos tokens Ethereum”, explicou a empresa.

A Elliptic adicionou os endereços associados ao ladrão no sistema dela para garantir que seus clientes sejam alertados se receberem algum desses fundos. Investigadores da empresa também estão ajudando a Liquid a rastrear os fundos roubados.

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Com mais de 800 mil clientes, em mais de 100 países, 80 moedas digitais listadas e um volume diário de negociação que ultrapassa US$ 1 bilhão, a Liquid tem grande presença no mercado de criptomoedas. Ela não é a primeira bolsa japonesa a ser visada. A Mt Gox foi, sem dúvida, a empresa que teve prejuízo maior, perdendo cerca de US$ 500 milhões em ataques cibernéticos em 2014, o que forçou-a fechar as portas.

Outras vítimas ​ao longo dos anos incluem Coincheck (que perdeu US$ 425 milhões), Zaif (US$ 60 milhões), Bitpoint (US$ 32 milhões) e UpBit (US$ 52 milhões).

Acredita-se que alguns desses ataques tenham se originado da Coreia do Norte. Um relatório da ONU de 2019 estima que o regime de Kim Jong-un pode ter acumulado até US$ 2 bilhões em ataques audaciosos a bancos e bolsas de criptomoedas.

O maior roubo de criptomoeda de todos os tempos aconteceu na semana passada, quando a Poly Network perdeu mais de US$ 600 milhões. No entanto, felizmente para a empresa, os hackers “éticos” que roubaram o dinheiro devolveram a maior parte em alguns dias. Com agências de notícias internacionais.

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