Hack à operadora de cargas Americold afeta 130 mil pessoas

Da Redação
13/12/2023

Um ataque de ransomware em abril contra a Americold, uma das maiores operadoras de cargas refrigeradas no mundo, afetou quase 130 mil pessoas, segundo anunciou a empresa. Em um relatório de violação enviado na sexta-feira, 8, aos órgãos reguladores do estado do Maine, localizado na região da Nova Inglaterra, EUA, a Americold, com sede em Atlanta, confirmou que hackers violaram seus sistemas em 26 de abril e acessaram informações de funcionários, atuais e antigos, bem como de seus dependentes.

Embora a empresa não tenha chamado explicitamente de ataque de ransomware, ela admitiu que o incidente de segurança cibernética “envolveu a implantação de malware em certos sistemas”.

A investigação foi concluída em 8 de novembro, com os investigadores descobrindo que nomes, endereços, números de seguridade social, números de carteira de motorista/identidade estadual, números de passaporte, informações de contas financeiras e informações médicas e de seguro de saúde relacionadas ao emprego foram vazados.

A empresa relatou inicialmente o incidente à Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos EUA em 26 de abril, dizendo que “retirou as operações offline para proteger seus sistemas e reduzir a interrupção dos negócios e clientes”.

A Americold, que no Brasil atua sob a razão social Americold Brasil Participações, controla 250 armazéns com temperatura controlada em todo o mundo, a maioria dos quais é usada por produtores, distribuidores e varejistas de alimentos.

Em abril e maio, os clientes foram ao Reddit para confirmar que a empresa estava orientando a cancelar ou reagendar entregas, exceto aquelas envolvendo produtos perecíveis críticos, de acordo com o memorando ao qual o Bleeping Computer teve acesso.

Este é o segundo ataque cibernético que a Americold enfrenta após outro incidente em novembro de 2020. Em julho, a empresa apareceu no site de vazamento da gangue de ransomware Cactus, o que causou polêmica nas últimas semanas após relatos da Microsoft de que o grupo está usando malware distribuído por meio de anúncios online para infectar as vítimas.

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Pesquisadores de segurança cibernética disseram que a Cactus surgiu em março e se concentrou em explorar vulnerabilidades em dispositivos de rede privada virtual para obter acesso inicial às redes de grandes empresas.

A empresa de resposta a incidentes Dragos também disse que tem visto cada vez mais o ransomware sendo usado em ataques a organizações industriais, impactando sistemas de controle industrial, equipamentos e os setores de manufatura e engenharia. A quadrilha foi responsável por 16 ataques a entidades industriais rastreadas por Dragos no terceiro trimestre deste ano, o que representa cerca de 7% de todos os ataques.

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