Grupo R00TK1T faz post ameaçador à Nestlé na dark web

Da Redação
13/03/2024

O grupo de hackers R00TK1T fez um anúncio indicando que o próximo alvo de um ataque cibernético será agigante de alimentos Nestlé. Na ameaça, publicada na dark web, a gangue faz o seguinte alerta: “Atenção, pessoal! Somos o R00TK1T, hoje revelamos nossas intenções malévolas para com a empresa global Nestlé. Preparem-se, o caos é a nossa promessa.”

A mensagem enfatiza a determinação dos hackers em perturbar a tranquilidade virtual de que a Nestlé desfruta, sinalizando uma ameaça futura às defesas de segurança cibernética da empresa. Com o seu autoproclamado arsenal de armas cibernéticas, o grupo pretende atingir a infraestrutura crítica da gigante de alimentos.

“No ponto fraco do ciberespaço, onde as sombras dançam e os segredos sussurram, estamos de olho na Nestlé. O tempo da complacência já passou, o momento da ação é agora. Preparem-se para testemunhar o desmoronamento da ordem digital, a perturbação da tranquilidade virtual, à medida que libertamos o nosso arsenal de armas cibernéticas sobre a Nestlé”, continua a postagem.

Apesar das ameaças, a data exata do ataque ou os planos do grupo não foram compartilhados. A ameaça de ataque cibernético contra a Nestlé não é nova. Em dezembro do ano passado, o grupo autodenominado Cyber Toufan lançou uma onda de ataques cibernéticos a organizações israelenses, incluindo a Nestlé entre as supostas vítimas. Os motivos por trás dos ataques tinham como base alegações de apoio às causas sionistas e do uso de substâncias nocivas nos produtos destinados aos palestinianos.

Em 2022, a Nestlé viu-se envolvida numa controvérsia de segurança cibernética quando negou ter sofrido um ataque cibernético, apesar das alegações do grupo de hackers Anonymous. Os dados supostamente vazados continham e-mails, senhas e informações de clientes. O incidente ocorreu em meio a tensões em torno da invasão da Ucrânia pela Rússia, com o Anonymous ameaçando empresas que faziam negócios na Rússia.

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O grupo de hackers R00TK1T, autodenominado assim em homenagem ao software malicioso rootkit, é especializado em operações cibernéticas secretas, visando instituições financeiras, governos e corporações. Utilizando técnicas como hooking (técnica utilizada para modificar ou melhorar o comportamento de um sistema operacional ou aplicação) e virtualização, eles se infiltram em sistemas para roubar dados e executar ataques não detectados.

Os ataques cibernéticos anteriores ligados ao grupo de hackers incluem violações em setores como educação, saúde e transporte. Famosos por explorar vulnerabilidades e funcionários insatisfeitos, eles assumiram a autoria de ataques de alto nível a empresas como Lóreal e Qatar Ariways.

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