Grupo NSO processa jornal por acusação de espionagem

Da Redação
27/02/2022

A empresa de tecnologia israelense NSO Group entrou hoje na justiça de Israel com uma ação de difamação contra o jornal Calcalist, que publicou uma série de reportagens afirmando que a polícia israelense usou ilegalmente o spyware do grupo para espionar dezenas de figuras públicas. O jornal alega que a polícia israelense está usando o spyware de modo irrestrito. No entanto, uma investigação sobre os relatórios do spyware não encontrou indícios de abuso afirma a petição do NSO.

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O processo do NSO tem como alvo um artigo publicado no início deste mês, dizendo que a empresa permitia que os clientes excluíssem rastros de seu uso do spyware. A empresa, que enfrenta uma crescente reação negativa por seu produto, questionou a credibilidade geral das reportagens, chamando a série delas de “unilaterais, tendenciosas e falsas”.

“A investigação minuciosa que foi realizada desarma outra tentativa de desacreditar a empresa e seus trabalhadores e serve como prova adicional de que nem toda investigação jornalística com uma manchete sensacionalista sobre a NSO é baseada em fatos”, disse a empresa em um comunicado. O grupo NSO pede 1 milhão de shekels (310.000 dólares) em danos a serem doados para instituições de caridade.

As matérias dizem que a polícia espionou políticos, manifestantes e até membros do círculo íntimo do ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, incluindo um de seus filhos. O jornal disse que a polícia usou o Pegasus, o controverso programa de spyware desenvolvido pela NSO, sem obter um mandado judicial. A investigação liderada pelo vice-procurador-geral de Israel não encontrou evidências para apoiar as alegações, embora o jornalista Tomer Ganon tenha mantido suas afirmações.

Com agências de notícias internacionais

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