Governo israelense faz inspeção na sede do grupo NSO

A inspeção foi o primeiro reconhecimento oficial do governo de Israel do escândalo de espionagem feita com o software Pegasus, produzido pelo grupo
Da Redação
29/07/2021
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Funcionários do Ministério da Defesa responsáveis ​​por supervisionar as exportações comerciais de tecnologias de vigilância cibernética estiveram ontem nos escritórios do grupo NSO, numa região ao norte de Tel Aviv, Israel. Além deles, funcionários de outros órgãos do governo israelense também acompanharam a visita. O grupo produz ferramentas de vigilância e espionagem, das quais o Pegasus é a mais conhecida. Recentemente, a empresa foi acusada de tê-la vendido para regimes que a estão usando para fins ilegais.

Depois da visita, classificada com auditoria, o Ministério informou que está aberta uma investigação sobre a NSO para esclarecer as acusações. Segundo o portal Israelense Cacalist, dificilmente essa visita resultará em punições para a NSO.

Os funcionários disseram com antecedência aos dirigentes da NSO que planejavam visitar a sede da empresa. Ainda ontem o ministro da Defesa de Israel, Benny Gantz, esteve em Paris para um encontro com a ministra da Defesa da França, Florence Parly, já que existe uma suspeita de que um telefone do presidente da França, Emanuel Macron, tenha sido espionado com a ajuda do Pegasus. Gantz declarou que Israel estava examinando as acusações feitas contra a empresa de espionagem israelense NSO com “a maior seriedade”, argumentando que seu ministério aprova exportações de tecnologia cibernética “apenas para ser usada contra terrorismo e crime”. Benny Gantz disse que o uso do Pegasus de acordo com sua licença é, antes de mais nada, responsabilidade dos governos que compram a ferramenta de vigilância.

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Na reunião com Parly, Gantz também afirmou que se essas ações da NSO forem confirmadas elas violam os regulamentos de licenciamento. O telefone de Macron constava de uma lista de alvos que possivelmente estavam sob vigilância do Marrocos, que usava o software Pegasus do Grupo NSO, de acordo com o jornal francês Le Monde. O líder francês pediu uma investigação. A breve confirmação do Ministério da Defesa israelense de que os escritórios do NSO foram visitados na quarta-feira por várias instituições estatais foi o primeiro reconhecimento oficial do escândalo desde que ele estourou.

Uma investigação global publicada na semana passada por 17 organizações de mídia, lideradas pelo grupo de jornalismo sem fins lucrativos Forbidden Stories, disse que o Pegasus foi usado em tentativas e sucesso de hacks de smartphones pertencentes a jornalistas, funcionários do governo e ativistas de direitos humanos.

A NSO rejeitou os relatórios, dizendo que estavam “cheios de suposições erradas e teorias não corroboradas”. O Pegasus deve ser usado apenas por agências de inteligência do governo e agências de segurança pública para combater o terrorismo e o crime, disse a empresa.

Com agências de notícias internacionais

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