Gap de proteção retarda resgate de sistema, diz especialista

Da Redação
02/02/2023

Segundo o “Relatório de Tendencias de Proteção de Dados 2022” elaborado pela Veeam Software, cerca de 40% dos servidores sofrem ao menos uma paralisação não planejada por ano. A pesquisa, que ouviu 4.200 líderes de TI na América Latina, inclusive no Brasil, revela que, além da interrupção de serviços, sistema fora do ar e indisponibilidade de acesso, a queda do servidor pode acarretar prejuízos de milhões de reais.

Dependendo do tempo para recuperar os sistemas, as perdas para o negócio podem assumir proporções astronômicas. Segundo Diego Wachholz, gerente de engenharia de sistemas da Veeam, diversos fatores impactam no tempo necessário para recuperar um sistema. Os mais relevantes, apontados por ele, são o tamanho (quantidade de servidores, armazenamento e componentes), a complexidade (dependência de arquiteturas distintas, componentes no data center e na nuvem, múltiplas fontes de dados, etc.) e o quão bem-preparada a organização está para se recuperar com rapidez. “Este último ponto abrange tanto os aspectos de governança, quanto as ferramentas adequadas para que uma organização possa recuperar seus sistemas e serviços com velocidade”, diz ele.

Naturalmente, o tipo e a dimensão do incidente ocorrido também impacta diretamente no tempo demandado para recuperar um sistema, observa Wachholz. “Por exemplo, uma falha de um componente de um sistema scale-out e redundante pode causar muito pouco ou nenhuma indisponibilidade, enquanto um ciberataque que criptografa 80% dos dados de produção de um sistema pode levar horas ou até dias para ser recuperado.”

O tempo de recuperação do sistema depende também das lacunas de proteção, que são definidas pelos termos “protection gap” e “availability gap”, ou lacuna de disponibilidade, que trata da rapidez com que os sistemas precisam ser recuperados e o intervalo de tempo que a TI consegue recuperá-los. Segundo o engenheiro de sistemas da Veeam, a pesquisa revelou que 82% dos líderes entrevistados reconhece ter  lacunas de disponibilidade, enquanto 79% afirmam ter lacunas de proteção. “A diversidade de plataformas e aplicações e a complexidade de recuperação em escala são algumas das principais lacunas que as organizações enfrentam. Além de todos os desastres que as organizações precisam estar preparadas, as ameaças digitais estão sempre à porta, o que gera a percepção de que, dependendo do impacto, a recuperação será desafiadora ou a perda de dados será inevitável”, diz Wachholz.

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A existência de nuvem hibrida e de múltiplas nuvens cria outro desafio, para o qual frequentemente as organizações não estão preparadas para proteger seus dados e cargas de trabalho, resultando em SLAs (acordos de nível de serviço) inconsistentes entre as múltiplas plataformas utilizadas. Segundo Wachholz, ainda é um desafio para muitas organizações consolidar sua estratégia de proteção de dados em uma única plataforma. “É comum encontrar soluções de proteção de dados cuidando apenas das cargas de trabalho do data center. As cargas de trabalho em nuvem e em contêineres muitas vezes não são adequadamente protegidas ou não estão cobertas pela estratégia e solução em uso no data center.”

“Um dos pontos que sempre colocamos é “quando você moderniza a produção, precisa modernizar a proteção.  Não há como avançar na transformação digital, garantindo a disponibilidade e segurança de dados sem uma plataforma completa que proteja todas as cargas de trabalho, do data center a nuvem, do servidor físico ao Kubernetes”, enfatiza o engenheiro de sistemas da Veeam.

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