G7 quer ação enérgica da Rússia contra gangues de ransomware

Os líderes das sete maiores economias do mundo pediram ao governo russo para interromper urgentemente atividades das gangues de ransomware que operam dentro o país
Da Redação
15/06/2021
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O G7, grupo que reúne os líderes das sete maiores economias do mundo, pediram nesta segunda-feira, 14, à Rússia para interromper urgentemente atividades das gangues de ransomware que operam dentro o país, após uma série de ataques direcionados a organizações de setores críticos em todo o mundo.

Os países membros do G7 — Reino Unido, EUA, Canadá, Japão, Alemanha, França e Itália — também expressaram o compromisso de trabalhar juntos para enfrentar a ameaça crescente de ransomware como um desafio global. “Pedimos a todos os países que identifiquem interrompam com urgência as redes criminosas de ransomware que operam dentro de suas fronteiras e responsabilizem essas redes por suas ações”, instaram os líderes em comunicado.

A nota destaca especialmente a Rússia: “Em particular, pedimos à Rússia […] que identifique, interrompa e responsabilize aqueles dentro de suas fronteiras que conduzem ataques de ransomware, abusam de moeda virtual para lavar resgates e outros crimes cibernéticos”.

O pedido de ação ao governo russo surge depois que a principal conselheira de segurança cibernética do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Anne Neuberger, solicitou aos líderes empresariais e executivos corporativos no início de junho que levassem os ataques de ransomware a sério. A carta pública da Casa Branca ocorreu após vários ataques coordenados de gangues de ransomware que se acredita serem sediadas na Rússia.

No início de maio, o grupo de ransomware DarkSide esteve por trás de um ataque que forçou a Colonial Pipeline a fechar o maior oleoduto dos EUA e pagar um resgate de US$ 5 milhões. No último dia de maio, a maior processadora de carne do mundo, a JBS, também foi forçada a encerrar a produção depois que os operadores do ransomware REvil invadiram e criptografaram alguns de seus sistemas de TI norte-americanos e australianos. A empresa admitiu ter pagado resgate de US$ 11 milhões para reaver seus dados.

A Casa Branca declarou novamente o compromisso dos Estados Unidos em combater as operações de ransomware junto com os outros países membros do G7 em um comunicado publicado no fim de semana. 

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“Nas últimas semanas, houve várias intrusões cibernéticas significativas que afetam muitos do G7 e a infraestrutura crítica de outras nações, empresas de manufatura e eletrônicos e hospitais”, disse a Casa Branca. “Os Estados Unidos e nossos parceiros do G7 estão empenhados em trabalhar juntos para enfrentar com urgência a crescente ameaça compartilhada de redes criminosas de ransomware.”

Hoje, Lindy Cameron, chefe do Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido, também abordou a onda recente de ataques de ransomware ao falar na Conferência Anual de Segurança RUSI.

“Para a grande maioria dos cidadãos e empresas do Reino Unido e, na verdade, para a grande maioria dos provedores de infraestrutura nacional crítica e provedores de serviços governamentais, a principal ameaça não são os atores estatais, mas os criminosos cibernéticos e, em particular, a ameaça de ransomware”, acrescentou Cameron.

“Os relatórios são realmente importantes, mesmo que você seja uma vítima e seja tarde demais para limitar os danos ao seu negócio, isso nos ajuda a ajudar outras pessoas. Tudo isso não apenas ajuda a tornar as empresas resilientes ao ransomware, mas a toda a gama de ameaças cibernéticas que enfrentam e dissuade adversários, aumentando o custo de um ataque”, finalizou ela. Com agências de notícias internacionais.

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