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Funcionários são maiores vítimas dos incidentes

É mais comum ocorrer vazamento de dados pessoais de funcionários do que de clientes, aponta estudo da Kaspersky
Da Redação
28/12/2021

Embora as organizações tenham de enfrentar vazamentos de dados de funcionários, mais da metade delas (53%) preferem não divulgar esses incidentes publicamente. E para piorar, as equipes são carentes de conhecimentos básicos sobre cibersegurança para se proteger, pois apenas 54% das empresas oferecem treinamentos de conscientização. Essas são algumas das conclusões do estudo Kaspersky Employee Wellbeing de 2021. O fator humano está vinculado a 85% dos ciberincidentes, pondera o relatório: “Na maioria dos países pesquisados, as violações estão mais associadas ao roubo de informações de clientes. Porém, os resultados da pesquisa no Brasil mostram que os criminosos acabaram tendo acesso principalmente às informações pessoais dos funcionários. Em 2021, quase metade (47%) das organizações não conseguiram proteger esse tipo de dado — índice superior aos 43% associados aos registros de clientes (43%)”.

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Além disso, o fato de que 53% das organizações decidirem não comunicar publicamente uma violação de dados pessoais de funcionários sinaliza que o problema é maior do que parece. Quando são analisadas a quantidade de empresas que proativamente avisam sobre esses incidentes, apenas 28% o fazem — um índice muito abaixo da média global, que é de 43%. Soma-se a isso os 8% das companhias que tornam a violação pública após o fato ser publicado na imprensa. Este contexto mostra a falta de responsabilidade com os funcionários.


Há um ditado popular que diz ‘o que os olhos não veem, o coração não sente’. É dessa maneira que a maioria das empresas reagem após uma violação. Porém, as pessoas já mudaram e elas estão mais propensas a dar uma segunda chance para aquelas marcas que foram transparentes e éticas. Este é a primeira mudança que os donos e as lideranças empresariais precisam ter”, afirma Roberto Rebouças, gerente-executivo da Kaspersky no Brasil. “Nesse novo contexto entre as relações empresas-clientes, a confiança passou a ser uma peça-chave e eu pergunto: se não há respeito com quem trabalha junto do dono ou da liderança todos os dias, por que um cliente — que não tem o convívio diário com a empresa, deve confiar seus dados a elas? Entender essa conexão permitirá compreender os riscos comerciais e de reputação que uma organização corre ao esconder um incidente de seus trabalhadores e os potenciais impactos disso nos seus clientes. A divulgação proativa demonstra que a empresa está assumindo seu erro e quer ajudar na solução dele e de suas consequências e é isso que reforçará a transparência e a ética na relação empresa-funcionário-cliente.


Outra conclusão importante do estudo é que a falta de conhecimento das pessoas sobre incidentes de cibersegurança precisam ser mais bem tratadas pelas empresas. O relatório mostra que metade (54%) das organizações já implementaram programas de educação e de treinamento de segurança para garantir que os funcionários tenham informações essenciais sobre o tema. Por outro lado, quase a metade (41%) delas tiveram pelo menos um problema relacionado a esses serviços — o que inclui a insatisfação com a alta complexidade dos cursos e a falta de suporte ou experiência por parte do provedor do treinamento.


Funcionário que não recebe orientação de maneira correta e clara, não saberá seguir as novas políticas da empresa. Este conceito está bem disseminado para quase todas as áreas, mas quando se trata de cibersegurança, parece que as empresas ignoram suas responsabilidades. Tanto que em 2021, a conformidade da equipe e o desafio de lidar com a falta de conhecimento dos funcionários comuns sobre segurança estão entre as três maiores preocupações (com 42%) para as empresas quando se trata dos temas de TI.


Prevenir uma violação requer ações efetivas de todos que interagem com a infraestrutura corporativa e podem ser alvos potenciais ataques para permitir que uma invasão ocorra. Para proteger melhor os funcionários, as empresas devem combinar medidas de proteção (via tecnologias e processos) com conhecimento para o fator humano, através de treinamentos de conscientização ou técnicos. Entre as boas práticas de segurança, estão:

  • Executar as correções e atualizações o mais rápido possível para evitar ter brechas que permitam a entrada indevida na rede
  • Usar criptografia forte, senhas fortes e autenticação multifator para proteger dados confidenciais
  • Contar com uma proteção de endpoint com recursos de respostas a incidentes para bloquear tentativas de acesso — junto com serviços de investigação de incidentes e de respostas especializados
  • Reduzir ao máximo o número de pessoas com acesso a dados cruciais. A chance de existir uma violação aumenta quanto maior a quantidade de funcionários que consigam acessar informações confidenciais que podem ser vendidas ou usadas pelos criminosos de alguma forma
  • Educar os funcionários com o conhecimento de segurança de que eles precisam. Há opções de cursos online e modulares que as pessoas podem fazer de forma independente, enquanto os gestores podem definir os níveis necessários e gerenciar o progresso individualmente

Com informações da assessoria de imprensa

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