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Fraude em anúncios digitais deve atingir US$ 68 bilhões neste ano

Da Redação
21/02/2022

As perdas com fraudes em publicidade digital devem chegar a US$ 68 bilhões globalmente neste ano, sendo os EUA o país mais afetado, seguido por Japão, China, Coreia do Sul e Reino Unido, de acordo com estudo da Juniper Research. O último relatório da empresa de análise e pesquisas indicava que o prejuízo aumentaria mais de 15% ano a ano, superando os US$ 59 bilhões em 2021.

Os cinco principais países mais impactados globalmente por fraudes em anúncios digitais respondem por cerca de 60% das perdas, diz o estudo, o qual revela ainda que as empresas que anunciam nos EUA podem ter prejuízo de até US$ 23 bilhões em fraudes neste ano. Segundo a Juniper, isso reflete o tamanho do mercado americano, o maior do mundo em gastos com publicidade digital, que tem níveis elevados de uso de aplicativos móveis e navegadores de internet. 

“Com os EUA representando um mercado tão significativo em termos de gastos com publicidade, as campanhas na América do Norte, sem dúvida, atrairão a atenção de fraudadores”, explicou a autora da pesquisa Scarlett Woodford. “Isso levará a uma inovação sem precedentes nas táticas de fraude nos EUA, com os anunciantes demonstrando uma maior necessidade de serviços de detecção e mitigação de fraudes.”

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O relatório incentiva os anunciantes digitais a formar parcerias estratégicas com fornecedores de detecção e prevenção de fraudes em anúncios capazes de detectar tráfego falso que não oferece retorno sobre os gastos com publicidade digital.

A Juniper afirma que as ferramentas mais eficazes usam aprendizado de máquina para estabelecer métricas de linha de base para tráfego legítimo e, em seguida, sinalizar quando detectam padrões que divergem da norma. Segundo a empresa, os fraudadores usam uma variedade de táticas para gerar lucros ilícitos com a publicidade.

“Alguns usam malware oculto em aplicativos de aparência legítima, que geram cliques em anúncios digitais sem o conhecimento do usuário. Outros implantam bots automatizados para gerar cliques falsos, enquanto alguns usam malware para inserir anúncios não autorizados nos sites dos editores para induzir os usuários a clicar”, diz o relatório.

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