Forum de Davos rebaixa risco de ciberataques e fraudes

Da Redação
23/01/2020
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Pela primeira vez, os cinco riscos globais mais prováveis enumerados no relatório são todos ambientais: clima extremo, falha de ação climática, desastres naturais, perda de biodiversidade e desastres ambientais causados pelo homem

O Relatório Global de Riscos do Fórum Econômico Mundial indica que a probabilidade de fraude ou roubo de dados nas empresas caiu do quarto lugar em 2018 para o sexto lugar em 2019. E a probabilidade de ataques cibernéticos caiu de quinto para sétimo lugar. Pela primeira vez, os cinco riscos globais mais prováveis enumerados no relatório são todos ambientais: clima extremo, falha de ação climática, desastres naturais, perda de biodiversidade e desastres ambientais causados pelo homem. Em termos de impacto, os cinco principais riscos são falha de ação climática, armas de destruição em massa, perda de biodiversidade, clima extremo e crise hídrica.

Esse reordenamento dos riscos tem mais a ver com o aumento das ameaças ambientais do que com a diminuição das ameaças cibernéticas, dizem os especialistas. Na base de ambos os conjuntos de ameaças está o crescente nacionalismo global e o aumento das tensões geopolíticas, que tornam menos prováveis ações globais sobre o clima e aumentam a ameaça de ataques cibernéticos comandados por nações.

O relatório destaca a ironia da Quarta Revolução Industrial (ou indústria 4.0), que proporciona um grande potencial para melhorias econômicas e sociais, mas traz como contrapeso um aumento dos riscos cibernéticos. Esses riscos se concentram na falta de segurança dos projetos, já que os fabricantes correm para serem os primeiros no mercado e desprezam a segurança, assim como na ausência de governança para a segurança global.

A necessidade de segurança por design ou desde o projeto é bem compreendida. “Hoje, somos capazes de descobrir, avaliar, quantificar e corrigir muitos dos problemas que levam ao risco de segurança cibernética no mundo de hoje”, disse Alex Peay, vice-presidente sênior de produto da empresa de software de automação inteligente SaltStack, “mas muitas vezes o fazemos isso depois. Se focarmos na segurança e no design e construirmos um padrão seguro, podemos garantir que nossas inovações não apenas impulsionem o crescimento, mas também promovam a segurança. Pela primeira vez, muitos dos prejuízos da próxima Revolução Industrial são amplamente compreendidos. Se formos responsáveis e pragmáticos na adoção da segurança como princípio de projeto, podemos evitar muitas das armadilhas”.

Uma grande ameaça à segurança cibernética está na potencial fragmentação da Internet (também conhecida como ciber balcanização). O argumento habitual para isso é um desejo de soberania cibernética, mas o Fórum Econômico Mundial assinala que esse movimento pode ser exagerado “por um crescente risco na divergência de protocolos – antigos e novos – que podem levar à fragmentação do ciberespaço e das tecnologias futuras “.

Os perigos de uma Internet fragmentada são complexos e múltiplos, diz o relatório. Hoje, o poder do comércio mundial e da globalização mantêm a internet como uma rede só. Mas o crescente nacionalismo e o potencial de grandes guerras comerciais internacionais ameaçam essa coesão. Isso poderia, potencialmente, levar a uma espiral descendente – se o comércio internacional for enfraquecido pela geopolítica, a fragmentação poderá ser incentivada pelo nacionalismo, de modo que o comércio internacional e a economia global enfraquecerão ainda mais.

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