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Deep Fake News

Ferramenta da Microsoft revela pistas de deep fake em vídeos e fotografias

No final de 2018 havia cerca de 8 mil fake vídeos, mas agora eles já são 14 mil, criados inclusive por aplicativos em smartphones
Paulo Brito
02/09/2020
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A Microsoft anunciou ontem uma nova ferramenta para autenticação de fotos e vídeos, indicando a probabilidade de que a mídia seja artificialmente manipulada. A Microsoft informou que a detecção de deepfakes é fundamental na preparação para as eleições nos EUA, que acontecerão este ano. No comunicado público, a empresa afirma: “O que estamos anunciando hoje é uma parte importante do Programa de Defesa da Democracia da Microsoft, que, além de combater a desinformação, ajuda a proteger o voto (…) A desinformação vem em muitas formas e nenhuma tecnologia sozinha resolverá o desafio de ajudar as pessoas a decifrar o que é verdadeiro e preciso. Na Microsoft, estamos trabalhando em duas tecnologias distintas para abordar diferentes aspectos do problema.”

O Microsoft Video Authenticator anunciado ontem pode analisar uma foto ou vídeo para fornecer uma chance percentual, ou pontuação de confiança, de que a mídia seja manipulada artificialmente. No caso de um vídeo, ele pode fornecer essa porcentagem em tempo real em cada quadro à medida que o vídeo é reproduzido. Ele funciona detectando o limite de mesclagem dos elementos deepfake e o sutil desvanecimento ou tons de cinza que podem não ser detectados pelo olho humano.

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Foi também anunciada uma nova tecnologia que pode detectar conteúdo manipulado e garantir às pessoas que a mídia que estão vendo é autêntica. Segundo a Microsoft, essa tecnologia possui dois componentes: o primeiro é uma ferramenta incorporada à nuvem Microsoft Azure, que permite a um produtor de conteúdo adicionar hashes e certificados digitais a uma parte do conteúdo. Os hashes e certificados então integram o conteúdo como metadados, aonde quer que ele viaje online. O segundo é um leitor – que pode existir como extensão do navegador ou em outras formas – que verifica os certificados e combina os hashes, permitindo às pessoas saberem com alto grau de precisão que o conteúdo é autêntico e que não foi alterado, além de fornecer detalhes sobre quem o produziu.

Esta tecnologia foi desenvolvida pela Microsoft Research e Microsoft Azure em parceria com o Defending Democracy Program. Ele vai alimentar uma iniciativa recentemente anunciada pela BBC chamada Project Origin.

Com agências internacionais

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