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Federal Reserve publica informações para combate a ID sintético

Eles são usados para a obtenção de crédito, combinando informações reais e falsas, quando não totalmente falsas
Da Redação
02/07/2020
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O Federal Reserve, banco central dos EUA, publicou ontem mais um conjunto de orientações sobre os modos pelos quais as organizações financeiras do país podem combater tentativas de fraude de pagamentos feitas por meio de contas cujos titulares são identidades sintéticas. O material publicado pelo Federal Reserve é o terceiro documento oficial sobre a definição e detecção de tentativas de fraude em pagamentos.

Os IDs sintéticos são criados principalmente para a obtenção de crédito bancário. Eles usam uma combinação de informações reais e falsas, quando não totalmente falsas. O pedido na maioria das vezes é rejeitado porque os birôs de proteção ao crédito não encontram aquele nome em seus registros. No entanto, o simples ato de solicitar crédito automaticamente cria no birô um registro em nome daquele ID sintético. A partir desse momento, esse registro se torna idêntico ao de muitas pessoas reais que estão apenas começando a criar seus históricos de crédito – ou seja, há histórico de crédito limitado ou inexistente. Daí em diante o fraudador passa a configurar contas com a identidade sintética e pode começar a obter crédito.

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A fraude de pagamentos com identidade sintética é o tipo de crime financeiro que mais cresce nos EUA, de acordo com pesquisa da McKinsey feira no ano passado. Um outro estudo, feito pelo Auriemma Group, diz que 5% das contas de cartão de crédito desativadas podem estar vinculadas a fraudes de identidade sintética, custando aos bancos dos EUA US$ 6 bilhões – cada cartão deve em média US$ 15.000. Isso representou 20% das perdas de crédito em 2016.

O Federal Reserve diz que os modelos tradicionais de detecção de fraude não foram projetados para detectar identidades sintéticas, e isso leva os fraudadores a usá-los com sucesso. Os modelos e processos de descoberta de fraude são ineficazes na detecção de 85% a 95% das identidades sintéticas, de acordo com estimativa da ID Analytics.

“Isso dá aos autores tempo para cultivar essas identidades, criar históricos de crédito positivos e aumentar seu poder de empréstimo ou gasto antes de serem eliminados – o processo de maximizar uma linha de crédito sem intenção de pagar”, explica o Federal Reserve.

“As contas de identidade sintética se comportam mais como clientes normais – aumentando o crédito por um período de tempo – do que os fraudadores de identidade convencionais, que devem lucrar rapidamente antes que a vítima perceba e relate o roubo”, observa a organização.

Com agências internacionais

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