googletag.cmd.push(function() { googletag.display('div-gpt-ad-1592598795326-0'); });
34621201802_a117b299cf_b.jpg

FBI alerta que FaceApp é ‘ameaça potencial de contrainteligência’

Da Redação
03/12/2019
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest

Respondendo ao pedido do líder da minoria do Senado dos EUA para investigar o app russo, a agência diz que os serviços de inteligência de Moscou têm “recursos robustos de exploração cibernética”

34621201802_a117b299cf_b.jpg

O líder da minoria no Senado dos EUA, Chuck Schumer, compartilhou na segunda-feira, 2, uma carta que recebeu do FBI em resposta ao seu pedido, feito no início deste ano, de investigação dos riscos de segurança e privacidade do aplicativo FaceApp, de fabricação russa, que mostra como será a aparência do usuário quando envelhecer.

Na carta, datada de 25 de novembro, a diretora assistente de assuntos do Congresso do FBI, Jill Tyson escreve que a agência “considera qualquer aplicativo móvel ou produto similar desenvolvido na Rússia, como o FaceApp, uma ameaça potencial de contrainteligência.

“Os serviços de inteligência da Rússia mantêm recursos robustos de exploração cibernética”, disse ela, ao observar que o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) “pode ​​acessar remotamente todas as comunicações e servidores nas redes russas” sem ter que fazer uma solicitação aos provedores de serviços de internet.

Tyson enfatizou que o FBI agiria se encontrasse qualquer evidência de intromissão estrangeira na política dos EUA por meio do FaceApp e entraria em contato com a Foreign Influence Task Force, principal agência dos EUA para investigar operações de influência estrangeira.

O FaceApp havia dito anteriormente que as autoridades russas não têm acesso a nenhum dado de usuário e que a maioria das fotos é excluída de seus servidores em 48 horas. Ressaltou ainda que o aplicativo não usa as imagens para nenhum outro fim.

Favorito das celebridades, o aplicativo usa inteligência artificial para modificar as fotos dos usuários, adicionando rugas ou subtraindo anos de seus rostos.

O senador Schumer fez soar o alarme em relação ao criador do FaceApp, o russo Yaroslav Goncharov, ao pedir em julho para o FBI e a Comissão Federal de Comércio “investigassem os riscos nacionais de segurança e privacidade” trazidos pelo aplicativo.

Com mais de 100 milhões de usuários, o FaceApp foi lançado há dois anos e se tornou viral depois que sua mais recente ferramenta de edição, um filtro antigo, provocou uma avalanche de selfies de celebridades. A empresa desenvolvedora do app, o Wireless Lab, está sediada no centro de alta tecnologia Skolkovo, perto de Moscou, frequentemente chamado Vale do Silício da Rússia — fato, aliás, que despertou preocupação no Partido Democrata dos EUA.

O Washington Post informou que o Comitê Nacional Democrata alertou os ativistas nas primárias para que excluam o aplicativo antes das eleições presidenciais de 2020. O partido é particularmente sensível a qualquer possibilidade de vigilância envolvendo Moscou, depois que algumas autoridades democratas foram atacadas por hackers russos durante a campanha eleitoral de 2016.

Segundo os órgãos de inteligência dos EUA, a inteligência russa estava por trás dos hackers que invadiram os computadores e acessaram as comunicações do Partido Democrata na tentativa de invadir os sistemas de votação nos níveis estadual e local.

Compartilhar:

Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest