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Facebook é tido como plataforma online com maior risco à segurança

Pesquisa revela que 68% dos entrevistados acreditam que seus dados não estão seguros na rede social
Da Redação
04/08/2020
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Os usuários da internet apontam o Facebook como a plataforma online que representa o maior risco de segurança para seus dados pessoais. Uma pesquisa conduzida pela Universidade Edith Cowan, da Austrália, revela que 68% dos entrevistados acreditam que seus dados não estão seguros na rede social. Instagram e Twitter também são apontados como arriscados por 65% e 57% dos entrevistados, respectivamente.

As mídias sociais são vistas como muito mais perigosas em termos de segurança de dados do que outras plataformas online. Os usuários se mostram menos preocupados com o risco associado aos dados em suas contas de e-mail, portais de saúde ou plataformas bancárias, tanto que um índice de apenas 28% dos entrevistados acredita que seus dados não estão seguros no e-mail, enquanto 27% disseram o mesmo sobre portais de saúde. Somente 14% consideraram que as plataformas bancárias representam um risco (veja gráfico abaixo)

Os millennials, também conhecidos como a geração Y, aqueles nascidos entre 1979 e 1995, foram os que demonstraram maior desconfiança em relação ao Facebook, com 73% rotulando a plataforma como insegura. Por outro lado, os chamados baby boomers, que compõem a geração dos nascidos após a Segunda Guerra Mundial, consideram o Instagram como a plataforma de maior risco à segurança de seus dados, com um índice de cerca de 72%.

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Para a pesquisa foram entrevistadas 1.130 pessoas da Europa, Estados Unidos e Austrália “para verificar como as pessoas se sentem em relação à segurança, com suas vidas altamente conectadas, e o que estão fazendo para se manterem protegidas”.

Mais da metade dos participantes (59%) disse que o recurso mais perigoso para a privacidade pessoal era o compartilhamento de localização. Outros recursos que deram aos usuários um mau pressentimento foram reconhecimento facial e identificação de impressões digitais.

As medidas mais comuns que as pessoas adotaram para se proteger contra hackers são o uso de software antivírus (66%), autenticação de senha de dois fatores (59%), configuração de código de segurança forte (50%) e o uso de senhas exclusivas para contas diferentes (48%).

Os baby boomers são os mais contrários ao monitoramento governamental e a com maior probabilidade de usar software antivírus (78% de todos os entrevistados). Já os usuários da geração Z, de pessoas nascidas entre a segunda metade dos anos 1990 até o início do ano de 2010, eram os menos prováveis, com 57%. “Em vez disso, eles tenderam a usar a autenticação de senha de dois fatores, embora apenas 64% desses usuários o tenham feito”, observam os pesquisadores.

Curiosamente, a proporção de entrevistados que disse ter preocupação em ser invadido foi baixa. “Cerca de 25% dos americanos manifestaram preocupação com essa possibilidade, na comparação com 26% dos australianos e 29% dos europeus participantes da pesquisa. No entanto, 70% dos entrevistados ainda disseram acreditar que a privacidade dos dados é importante e acreditam que seus dispositivos podem ser invadidos”, escreveram os pesquisadores.

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