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Facebook adotará medidas mais duras contra campanhas de ódio

Empresa anunciou que vai usar uma abordagem mais agressiva contra grupos de pessoas que promovem campanhas de ódio e teorias da conspiração
Da Redação
19/09/2021
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O Facebook vai adotar uma abordagem mais agressiva contra grupos de pessoas que promovem campanhas de ódio e teorias da conspiração na plataforma. A partir de agora, as equipes de segurança da rede social vão passar a usar táticas geralmente adotadas para fechar contas de grupos coordenados que usam contas falsas para manipular o debate público, como fazendas (farms) de trolls (mensagens que visam influenciar emocionalmente membros de uma comunidade) usadas por robôs russos para influenciar as eleições de 2016 nos Estados Unidos.

Executivos da empresa disseram à Reuters que novas ferramentas de automação serão usadas para detectar ações maliciosas que não atendam às regras do site. Como exemplo, a rede social disse que adotará o mesmo tipo de abordagem para campanhas de usuários reais que causam “dano social coordenado” dentro de suas plataformas, como a derrubada da conta do movimento alemão contra o combate à covid-19 Querdenken.

Segundo uma porta-voz do Facebook disse à agência de notícias, o novo método está em seus estágios iniciais, mas adiantou que as equipes de segurança podem identificar os principais movimentos que impulsionam esse comportamento e realizar ações mais abrangentes do que a remoção de postagens ou contas individuais da rede social.

Em abril, o BuzzFeed News publicou um relatório interno do Facebook, que vazou, sobre o papel da rede social no motim de 6 de janeiro no Capitólio dos EUA e sobre os desafios para conter o crescente movimento “Stop the Steal” (algo como “parem a roubalheira”, em tradução livre), criado por apoiadores de Donald Trump que alega, sem provas, fraudes no processo eleitoral americano.

Os especialistas em segurança do Facebook, que são separados dos moderadores de conteúdo da empresa e lidam com ameaças de usuários que tentam fugir de suas regras, começaram a reprimir as operações de influência usando contas falsas em 2017, após a eleição dos EUA de 2016, na qual oficiais de inteligência concluíram que a Rússia usou a rede social como parte de uma campanha de influência cibernética; afirmação que Moscou negou.

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O Facebook batizou essa atividade dos grupos de contas falsas de “comportamento inautêntico coordenado” (CIB), e suas equipes de segurança começaram a anunciar grandes remoções em relatórios mensais. O pessoal da segurança também lida com algumas ameaças específicas que não podem usar contas falsas, como fraude ou redes de espionagem cibernética ou operações de influência aberta, como algumas campanhas da mídia estatal.

Fontes disseram que as equipes da empresa há muito debatem como deve intervir em nível da rede em relação a grandes movimentos de contas de usuários reais, quebrando sistematicamente suas regras.

Em julho, a Reuters informou sobre a unidade de guerra da informação online do exército do Vietnã, que disparou mensagens em massa usando contas falsas no Facebook, mas que também usava frequentemente contas de nomes reais. O Facebook removeu algumas contas nessa ação.

O anúncio do Facebook vem em um momento em que a empresa enfrenta forte pressão de órgãos reguladores, legisladores e funcionários em todo o mundo para que ela combata de forma mais rígida abusos em seus serviços. Por outro lado, tem sido alvo de duras críticas de movimentos conservadores que alegam que a rede social pratica censura ou aplica sua política de uso de forma inconsistente.

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