Exportação de tomate mexicana afetada pelo ataque a Ministério

Paulo Brito
28/02/2020
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O pico de produção do estado de Sinaloa, principal produtor do País, ocorre exatamente em fevereiro e março

A invasão sofrida pelo Ministério da Economia do México na sua Secretaria de Economia afetou muitos dos procedimentos administrativos para a exportação de tomate – principalmente para os Estados Unidos -, justo durante a alta temporada. O pico de produção do estado de Sinaloa, principal produtor do País, ocorre exatamente em fevereiro e março. Desse modo, as operações de exportação também aumentam durante esses meses. O México exporta anualmente cerca de 3 bilhões de toneladas de tomate. O México é o principal exportador de tomate do mundo, com uma participação de quase 25% do valor das exportações internacionais, segundo o seu Ministério da Agricultura.

A Secretaria de Economia é responsável por responder aos pedidos para avisos automáticos de exportação de tomate que os produtores enviam eletronicamente, de modo que as cargas possam sair do país e não parem na fronteira. Após o ataque que isolou redes e servidores dos sistemas de computadores da Secretaria, ela informou ao Departamento de Comércio Exterior que as exportações não podiam esperar até que o sistema fosse restaurado, pois os produtos são altamente perecíveis. A SE teve que estabelecer e-mails alternativos e complementares para continuar a operação dos procedimentos de comércio exterior.

“Mas esperemos que o sistema normal seja restaurado em breve, porque agora estamos enviando muito tomate e esse hacking poderia nos causar serios atrasos na expedição”, disse Alfredo Díaz, diretor geral do Associação Mexicana de Horticultura. Para manter a operação dos procedimentos que são executados virtualmente, a SE informou que a partir de 25 de fevereiro e até novo aviso as cópias de documentos devem ser enviadas para a lista de e-mails fornecidos pelo governo.

A Direção Geral de Facilitação do Comércio Externo anunciou as medidas e informou que, em alguns casos, os tempos de resposta levarão de 10 a 12 dias, dependendo do procedimento, e haverá quem deva reenviar os pedidos antes da sexta-feira dia 21, último dia útil antes do ataque.


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