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Evolutia cria SOC com agentes de IA que investigam alertas

A Evolutia, empresa brasileira de cibersegurança, informou em comunicado que criou uma plataforma de Centro de Operações de Segurança (SOC) em que agentes de inteligência artificial investigam os alertas em vez de apenas classificá-los. Segundo a empresa, a plataforma foi desenvolvida integralmente no Brasil e inclui um SIEM próprio, responsável por coletar e correlacionar os eventos de segurança, com toda a arquitetura construída em torno de uma camada própria de inteligência artificial que opera dentro da infraestrutura do SOC.

Conforme o comunicado da Evolutia, no modelo tradicional o SIEM gera milhares de alertas por dia e cabe a analistas humanos separar o que importa do que é ruído. A empresa afirma que grande parte do turno de um analista de primeiro nível é consumida nessa triagem e que as ferramentas de IA disponíveis no mercado atuam, em geral, como filtros: reduzem o volume, mas não mostram por que descartaram ou escalaram um alerta. “Filtro que ninguém consegue auditar não resolve o problema do SOC, só o esconde. Nós queríamos uma IA que trabalhasse como um bom analista trabalha: levanta as evidências, chega a uma conclusão e explica o raciocínio para quem vai assinar embaixo”, afirma Alvaro de Almeida, cofundador da Evolutia, no comunicado.

Agente CONNOR e trilha de auditoria

De acordo com a empresa, o resultado é o CONNOR, um agente de IA que trata cada alerta como um caso de investigação. Ao receber um alerta gerado pelo SIEM da plataforma, informa a Evolutia, o agente consulta o próprio ambiente do cliente: a reputação do binário envolvido, a árvore de processos, o histórico do host nos últimos 30 dias, o perfil do usuário, o contexto operacional do cliente e as fontes de inteligência de ameaças. Com as evidências reunidas, afirma a empresa, o agente emite o parecer, benigno, suspeito ou confirmado, com um grau de confiança e as evidências que sustentam a decisão, registradas para consulta do analista e do cliente.

Segundo o comunicado, alertas confirmados abrem incidente e acionam automaticamente o playbook de contenção, que isola o host, coleta a triagem forense, abre o chamado e notifica o cliente, enquanto alertas suspeitos seguem para o analista humano já com o dossiê montado. A Evolutia afirma que a arquitetura foi desenhada para que a IA não seja a primeira nem a única barreira: o ruído conhecido, como comportamentos recorrentes já validados para cada cliente, é suprimido por regras determinísticas antes de chegar ao agente, o que reserva a capacidade de investigação para o que de fato exige julgamento.

Soberania de dados e resultados

Conforme a empresa, o modelo de IA é interno à plataforma e opera sobre a infraestrutura da Evolutia, o que atende a exigências de soberania e sigilo de setores como saúde, jurídico, financeiro e administração pública, onde o envio de telemetria a serviços externos de IA é um impedimento contratual ou regulatório. A Evolutia informa que, na operação atual, que monitora ambientes dos setores de indústria, varejo, saúde, logística e serviços, a plataforma processa cerca de 2 milhões de eventos de segurança por dia, com aproximadamente 25% dos alertas resolvidos automaticamente, sem tratamento manual de cada ocorrência. A empresa afirma ainda que cada decisão mantém o parecer e a respectiva trilha de auditoria e que, para os alertas investigados pelo CONNOR, o tempo mediano entre a entrada na plataforma e a emissão de um parecer conclusivo foi inferior a três minutos.