Europol cumpre 85 mandados prisão para frear monitor de trojan

Cerca de 13 dos “usuários mais prolíficos” do RAT foram presos e 430 dispositivos apreendidos, segundo o serviço europeu de polícia

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A Europol, juntamente com autoridades policiais e judiciais da Europa, Colômbia e Austrália, executou 85 mandados prisão na semana passada em uma operação coordenada para desligar o monitor de acesso remoto de trojan (RAT, na sigla em inglês).

A investigação liderada pela Polícia Federal Australiana (AFP) foi coordenada internacionalmente pela Europol. Tudo começou com mandados emitidos em junho para procurar um suposto funcionário e desenvolvedor do IM-RAT. A operação foi seguida pelos ataques da semana passada na Austrália, Colômbia, República Tcheca, Holanda, Polônia, Espanha, Suécia e Reino Unido.

Cerca de 13 dos “usuários mais prolíficos” do RAT foram presos e 430 dispositivos apreendidos, segundo a Europol. Muitos vieram para o Reino Unido, onde 21 mandados de busca levaram à prisão de nove indivíduos e à recuperação de 100 itens.

A polícia também desmontou a infraestrutura por trás do IM-RAT, para que não fique mais online. O preço relativamente baixo (US$ 25) e a facilidade de uso do RAT o tornaram uma ameaça particularmente séria para o público em geral, fornecendo aos possíveis hackers todos os recursos necessários para contornar o antivírus dos usuários e espioná-los via webcams sequestradas, gravar pressionamentos de teclas e roubar dados.

“O uso ilícito do IM-RAT é semelhante a um roubo cibernético, com criminosos sequestrando dados, incluindo imagens e filmes, ativando secretamente webcams, monitorando o pressionamento de tecla e ouvindo as conversas das pessoas via microfone de computador”, explicou o inspetor de polícia Andy Milligan, da Unidade Regional de Crime Organizado do Noroeste do Reino Unidos. “O cibercrime não é um crime anônimo sem vítimas, como alguns acreditam. Há consequências do mundo real nas ações das pessoas no espaço cibernético e a atividade internacional nesta semana mostrou o quão sério o Reino Unido trata esse tipo de criminalidade.”

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