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Europa aprova criação de Lei de Solidariedade Cibernética

Projeto de lei da União Europeia tem objetivo de melhorar a segurança cibernética e fazer com que os países do bloco econômico cooperem em caso de ataque cibernético
Da Redação
27/04/2023

Com objetivo de melhorar a segurança cibernética e estabelecer um compromisso de cooperação mais estruturada e reforçada dos países da União Europeia (UE) no caso de ataque cibernético a qualquer um dos Estados-membros, o Parlamento Europeu aprovou a proposta de criação da Lei de Solidariedade Cibernética.  O projeto de lei prevê a criação de um fundo de € 1,1 bilhão e vai contemplar tanto a esfera pública quanto a privada para combater as ameaças cibernéticas.

Além do compartilhamento de informações e intercâmbio de conhecimentos especializados entre as forças armadas, as forças policiais e outros organismos estatais dos Estados-membros da UE, o projeto prevê o apoio operacional e ações integradas a fim de garantir a máxima eficácia na resposta a incidentes e a ciberataques. O projeto surgiu em março do ano passado, após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia e em razão do aumento dos ciberataques e ameaças às infraestruturas críticas das redes da UE. 

“Aconteça o que acontecer com a guerra na Ucrânia, prevê-se um aumento contínuo na atividade cibernética, pois os Estados-nação continuarão causando problemas digitais uns aos outros em meio à luta constante por poder e status no cenário mundial. Como parte disso, as cadeias de suprimentos estão sendo alvo de invasores que desejam acessar as redes de várias organizações dentro delas. Os fornecedores precisam garantir que estão executando boas práticas de higiene cibernética, que incluem um forte plano de resposta instantânea, autenticação multifatorial e bom gerenciamento de ativos”, explica Zac Warren, conselheiro-chefe de segurança da Tanium para a região da EMEA (Europa, Oriente Médio e África).  

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O texto do projeto de lei também salienta o papel importante da cooperação entre os países para a proteção de dados dos cidadãos do bloco econômico, especialmente em razão de a maioria dos dados hoje estarem armazenados em nuvem. Daí a necessidade de desenvolvimento conjunto de capacidades de cibersegurança.  “Com digitalização das informações, os dados dos usuários estão sendo guardados em ambientes de nuvem, o que torna mais atrativo para os cibercriminosos a tentativa de ataque para capturar essas informações valiosíssimas”, observa Waldo Gomes, diretor da NetSafe Corp.

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