EUA podem ter diplomacia cibernética no Departamento de Estado

Grupo de políticos apresenta a Biden projeto de lei elaborado no governo Trump, para criação de área de ciberdiplomacia
Da Redação
23/02/2021

Um projeto de lei surgido ainda no governo Trump está sendo tirado do baú pelos congressistas e reapresentado hoje ao governo Biden: a Lei da Diplomacia Cibernética, apresentada pela primeira vez em 2017, exigiria que o Departamento de Estado abrisse um Bureau de Política Internacional do Ciberespaço. O chefe do novo cargo seria nomeado pelo presidente e receberia o posto de embaixador. A posição se reportaria diretamente ao Secretário de Estado ou a um deputado.

Esse embaixador iria assessorar o secretário de Estado sobre estratégia cibernética, promoveria os interesses econômicos digitais dos EUA e lideraria respostas internacionais nos incidentes de cibersegurança.

O projeto está sendo apresentado pelos deputados Michael McCaul, (republicano do Texas), Gregory Meeks (democrata de Nova York) e Jim Langevin (democrata de Rhode Island). estão planejando apresentar uma versão atualizada da Lei de Diplomacia Cibernética na terça-feira

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Os defensores da legislação têm cada vez mais citado a necessidade de melhor organização no Departamento de Estado para enfrentar as ameaças à segurança cibernética, especialmente após a violação SolarWinds. A maciça ciberespionagem supostamente com origem na Rússia comprometeu grande parte do governo federal, incluindo o Departamento de Estado, por mais de um ano.

Na semana passada, presidente Biden pediu que os EUA e outras nações democráticas criem “regras” sobre questões cibernéticas e tecnológicas, especialmente no enfrentamento de ameaças da Rússia e da China. “Enfrentar a imprudência russa e os hackers em redes de computadores nos Estados Unidos, na Europa e no mundo tornou-se crítico para proteger nossa segurança coletiva”, disse Biden durante a Conferência de Segurança virtual de Munique.

“O governo Trump foi um desastre em política e diplomacia cibernética internacional”, disse Langevin na época da apresentação inicial. “Cedemos muito terreno para nossos inimigos e adversários e entidades internacionais de formulação de políticas”, completou.

Com agências internacionais

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