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EUA oferecem US$ 10 milhões por informações sobre ameaças

Departamento de Estado vai pagar recompensa por informações sobre ameaças cibernéticas à infraestrutura crítica do país
Da Redação
16/07/2021
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O Departamento de Estado dos EUA está oferecendo recompensas de até US$ 10 milhões por informações sobre ameaças cibernéticas à infraestrutura crítica do país. Paralelamente a isso, o Departamento de Segurança Interna e o Departamento de Justiça divulgaram um site chamado StopRansomware, que é descrito como um hub central para consolidar recursos de combate a ransomware de todas as agências do governo federal.

O dinheiro da recompensa por informações sobre ameaças cibernéticas está sendo administrado por meio do programa Rewards for Justice do Departamento de Estado, que é supervisionado pelo escritório do Serviço de Segurança Diplomática. O dinheiro será concedido “para informações que levem à identificação ou localização de qualquer pessoa que, enquanto atua sob a direção ou sob o controle de um governo estrangeiro, participa de atividades cibernéticas maliciosas contra a infraestrutura crítica dos Estados Unidos, em violação à Lei Fraude e Abuso de Computador, de 1986”, segundo o Departamento de Estado.

O programa Rewards for Justice foi criado na década de 1980 para ajudar a coletar informações que poderiam ser usadas para ajudar a conter as ameaças do terrorismo. Agora, o programa está sendo expandido para oferecer recompensas em dinheiro por informações sobre invasores que visam ou tentam atingir infraestruturas críticas.

“As violações do estatuto podem incluir a transmissão de ameaças de extorsão como parte de ataques de ransomware; acesso não autorizado intencional a um computador ou exceder o acesso autorizado e, assim, obter informações de qualquer computador protegido; e causar conscientemente a transmissão de um programa, informação, código ou comando, e como resultado de tal conduta, causar danos intencionalmente sem autorização a um computador protegido “, de acordo com o anúncio do Departamento de Estado.

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O departamento estabeleceu um site darknet baseado em Tor para receber dicas e informações confidenciais. O governo dos EUA já criou outros incentivos financeiros para tentar obter informações sobre grupos de hackers apoiados por Estados-nação que representam uma ameaça, incluindo uma recompensa de US$ 5 milhões por detalhes sobre a atividade cibernética na Coréia do Norte. Mas sem resultados muito promissores.

Foco em ransomware e na Rússia

O programa de recompensa surge no momento que a administração Biden está tentando intensificar respostas a uma série de ataques de ransomware que visaram a infraestrutura crítica dos EUA nos últimos meses, incluindo o ataque ao oleoduto da Colonial Pipeline, que fornece combustível para cerca de 45% da costa leste dos Estados Unidos, e à JBS, maior processadora de carnes do mundo, de origem brasileira.

No dia 2 deste mês, a desenvolvedora de software Kaseya foi atingida por um ransomware que infectou cerca de 60 provedores de serviços gerenciados (MSPs) que usam a tecnologia Virtual System Administrator da empresa, bem como até 1.500 clientes desses MSPs. A gangue de hackers de língua russa REvil é suspeita de ter sido a autora desse ataque.

Após os ataques a Kaseya, o presidente Joe Biden falou com o presidente russo Vladimir Putin, no dia 9 deste mês, e repetiu as mesmas exigências que ele fez durante a cúpula do G7, em Genebra, na Suíça: que o governo russo precisa reprimir a atividade cibercriminosa dentro de suas fronteiras. Biden acrescentou que o governo dos EUA está preparado para tomar “qualquer ação necessária para defender seu povo e sua infraestrutura crítica em face” desses ataques, de acordo com comunicado oficial feito pela Casa Branca. Com agências de notícias e sites internacionais.

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