Os EUA supostamente não poderão responder a um ciberataque efetuado por seus adversários contra infraestruturas se Washington tiver decidido antes atacar primeiro, disse o assessor do secretário da Defesa dos EUA para as questões de cibersegurança, Eric Rosenbach.
Segundo as palavras de Rosenbach, apesar do fato que os EUA têm a possibilidade de efetuar um ciberataque contra seus adversários, é preciso evitar isso porque os EUA ficarão vulneráveis em caso de um ataque de resposta.
“Estou muito preocupado com a nossa vulnerabilidade e com a possibilidade de que, se alguém depois vier a seguir o nosso exemplo e tentar castigar os EUA por isso, eles poderão desligar parte das nossas infraestruturas”, disse Rosenbach nesta terça-feira (14) no Senado norte-americano citado pela Associated Press.
“Assim eu penso que é importante seguir uma atitude cautelosa, agir de maneira conservadora e tentar evitar tais coisas”, acrescentou.
Ele também manifestou que o Pentágono anunciará a nova estratégia de garantia de cibersegurança na próxima semana. De acordo com o novo programa, o departamento militar planeja recrutar novos especialistas na esfera de altas tecnologias.
No início de fevereiro tornou-se público que os EUA alocaram 14 bilhões de dólares para cibersegurança no orçamento para 2016. No documento publicado pela Casa Branca trata-se nomeadamente da necessidade de alocar meios financeiros à implementação de novos meios de defesa digital dos departamentos federais, expansão de troca de dados com o setor privado e melhoramento da capacidade do Governo de tomar medidas de resposta.