banner senha segura
senhasegura

EUA, Holanda, França lideram em URLs de pedofilia

Relatório anual da associação francesa Point de Contact registrou 30.394 URLs, das quais 15.064 consideradas ilegais
Da Redação
28/05/2020
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest

A associação francesa Point de Contact, principal fornecedora de informações para as autoridades francesas sobre conteúdo ilícito na Internet, publicou ontem suas estatísticas de 2019. Na nota distribuída, a associação informa que processou 30.394 URLs, das quais 15.064 foram qualificadas como ilegais – sendo 65% delas denunciadas pelo público em geral. O número de denúncias subiu 7% em relação a 2018. Além disso, outros 24% das denúncias vêm da organização INHOPE, que as coleta em todo o mundo. 

Segundo as estatísticas globais do INHOPE, a França é o segundo país europeu com mais URLs de pedofilia e o terceiro no mundo, perdendo na Europa apenas para os Países Baixos (ex-Holanda), sendo que no ranking mundial o líder nas URLs são os Estados Unidos (com Países Baixos em 2o e França em 3o).

Em 2019, 11.268 URLs, ou seja, 75% do conteúdo ilegal qualificado pelo Point de Contact, eram de natureza pornográfica infantil, sendo que cada URL que pode conter de uma a milhares de imagens e ou vídeos. Quatro em cada cinco vítimas identificadas eram crianças com menos de 13 anos.

Veja isso
Site de pedofilia foi isca para prender abusadores
Cão fareja HDs e pen-drives na busca de pedófilos

Transferências de arquivos “FTP”, geralmente protegidos por senhas, são os modos de acesso preferenciais nesses endereços da Internet.

O terrorismo também apareceu nas estatísticas do Point de Contact: em 2019, foram 649 URLs, em comparação com 1.777 em 2018 eram de natureza terrorista. Mesmo que os seguidores ainda estejam presentes on-line, essa queda na disseminação de conteúdo de propaganda terrorista é uma tendência que parece confirmada, em conexão com a queda na produção observada pelas autoridades após operações coordenadas para desmantelar estratégias de propaganda online.

Conforme destacado pela organização Apelo de Christchurch, a questão da viralidade permanece significativa, porque é nas primeiras horas de presença on-line que esse conteúdo causa o maior dano, devido à velocidade com que propaga. 

A Point de Contact assinala ainda que chantagens no padrão “sextortion”, circulação e download de conteúdo sexual como “selfies” são fenômenos cada vez mais difundidos: “Essas tendências preocupantes destacam a extrema gravidade do conteúdo de exploração sexual e abuso de menores. O Point de Contact, com seus parceiros na França e no exterior, os pontos de denúncia do INHOPE e as autoridades policiais competentes, contribui para a identificação de novas vítimas através do banco de dados dedicado da INTERPOL, bem como para a retirada rápida. da web de conteúdo de abuso, em conexão com hosts e plataformas que redobram sua vigilância e fortalecem suas próprias ferramentas de detecção”.

Compartilhar:

Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest

Inscrição na lista CISO Advisor

* campo obrigatório