Espionagem leva Brasil a combater cibercrime

Paulo Brito
25/09/2015
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a Agência Sputnik – Desde que Edward Snowden, ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA, revelou que Washington monitorava as comunicações de outros países e de seus líderes, incluindo a presidenta brasileira, Dilma Rousseff, autoridades do Brasil discutem a questão da cibercultura e buscam intensificar a segurança cibernética no país.
A próxima ação da CPI de Crimes Cibernéticos acontece no dia 5 de outubro, em Natal, no estado do Rio Grande do Norte, onde uma audiência pública com autoridades de segurança locais vai debater o enfrentamento do uso da internet para exploração sexual de crianças e adolescentes.No início de setembro, a CPI também se reuniu com representantes do governo federal, ligados às áreas de defesa e de segurança da informação, que chamaram a atenção para o fato de que o componente humano pode ser decisivo no enfrentamento e no combate a crimes cibernéticos no Brasil.

De acordo com a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), a proteção contra esses crimes depende de 60% das pessoas, 20% de tecnologia e 20% de perseverança.

O encontro também citou os desafios do governo brasileiro no enfrentamento a crimes cibernéticos especificamente em grandes eventos, como os Jogos Olímpicos que vão acontecer em 2016, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, a presidente da CPI, deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), disse que no período dos jogos deve acontecer um grande número de ataques de roubo  de senhas e de tentativas de usar cartões de créditos de outros países. Desta forma, é preciso que o país se prepare para garantir segurança a todos os usuários que estarão no Rio de Janeiro, sejam eles inocentes ou não.

O chefe da Divisão de Operações do Centro de Defesa Cibernética do Exército, coronel Paulo Roberto de Araújo Castro Vianna, disse que a capacitação de pessoal e o desenvolvimento de tecnologias nacionais são preocupações constantes do governo.

E como ação efetiva, ele citou a criação do Centro de Defesa Cibernética (CDCIBER) para atuar em grandes eventos sediados no país, como já aconteceu na Rio+20, nos Jogos Pan-americanos, na Copa do Mundo de 2014 e acontecerá durante as Olimpíadas de 2016.

“No âmbito da Defesa, existe todo um planejamento voltado para a área de defesa cibernética e de outras temáticas. Estamos evoluindo agora para a segurança cibernética, que envolve outros entes e infraestruturas críticas, de energia e de
transportes”, disse Vianna.

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