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Entenda a briga do governo Trump contra o TikTok e contra a China

Governo americano quer que todas a população abandone o aplicativo – ou que a Microsoft adquira a empresa
Paulo Brito
09/08/2020
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Há um imbroglio rolando entre o governo americano e o TikTok. O Tik Tok é um aplicativo chinês de vídeo – na prática uma rede social de vídeos – que já teve mais de um bilhão de downloads e conta com 100 milhões de usuários nos EUA. Mas é um aplicativo que o governo americano considera maldito e está tentando banir dos Estados Unidos (ou fazer com que ele seja comprado pela Microsoft). Na quinta-feira passada, o presidente Trump publicou uma ordem executiva explícita sobre o TikTok considerando esse aplicativo uma ameaça à segurança nacional. Embora essa ordem do executivo diga respeito explicitamente ao TikTok, ela também faz menção a todos os aplicativos com origem na China.

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O que a ordem alega é que o TikTok oferece ameaça por monitorar cidadãos americanos ou por ter acesso a informações que esses cidadãos guardam nos seus telefones. Entre esses cidadãos, estariam também funcionários da administração pública federal, inclusive militares é claro.

Mas essa é só a parte oficial.

A parte não-oficial é que o governo Trump e o da China não se dão bem há bastante tempo, por várias razões. O fato de não se darem bem significa que a China não tem nenhum interesse na reeleição de Trump. E na cabeça dos assessores do presidente americano, tanto o TikTok quanto outros aplicativos podem ser utilizados para interferência na campanha dele, podendo prejudicar sua reeleição.

Pela mesma razão, Trump está interessado em banir todos os aplicativos de origem chinesa tanto da loja da Apple quanto da loja do Google. O TikTok já reagiu e anunciou sexta-feira que está abrindo um processo contra o poder executivo do Estados Unidos para derrubar a ordem executiva publicada na quinta-feira.

Mas esse é só mais um capítulo da guerra entre Trump e a China, que passa inclusive pela tecnologia 5G. A empresa chinesa Huawei tem grande presença no mundo inteiro dentro das operadoras de telecomunicações no mundo inteiro e também é suspeita de espionagem. Essa e mais outras suspeitas levaram  o Departamento de Estado a publicar na semana passada uma expansão do seu conceito de Clean NetWork – que veio sob a forma de uma declaração à imprensa feita pelo secretário de estado americano Mike Pompeo.

Essa expansão tem cinco pontos. E ninguém dentro ou fora do governo tem a menor ideia sobre como eles serão atingidos ou estabelecidos. O primeiro é de operadoras de telecom ‘clean’, ou seja, sem conexão direta com operadoras chinesas; o segundo é lojas de aplicativos limpas, ou seja, sem os aplicativos chineses; o terceiro é impedir que fabricantes chineses instalem aplicativos americanos em seus telefones (inclusive o sistema operacional Android) e também não coloquem os aplicativos americanos para download nas suas lojas; o quarto ponto é impedir que empresas e cidadãos americanos utilizem nuvens chinesas, especificamente Alibaba, Baidu e Tencent. O quinto ponto se chama ‘clean cable’  e determina que os cabos submarinos também deverão ser protegidos da espionagem do partido comunista chinês.

 

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