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Empresa indiana é acusada de espionar políticos e investidores

BellTroX InfoTech Services teria espionado oficiais de governos na Europa, magnatas do jogo nas Bahamas e investidores nos EUA
Da Redação
09/06/2020
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Uma empresa indiana de segurança cibernética pouco conhecida ofereceu serviços de hackers para ajudar clientes a espionar mais de 10 mil contas de e-mail durante um período de sete anos, informa a agência de notícias Reuters. A BellTroX InfoTech Services, sediada em Nova Délhi, teve como alvo oficiais de governos da Europa, magnatas do jogo nas Bahamas e fundos de investimentos dos Estados Unidos, incluindo a gigante de private equity KKR e a pequena Muddy Waters, empresa de short selling (trade de venda a descoberto de ações), segundo três ex-funcionários, pesquisadores externos e um rastro de evidências online.

Aspectos dos ataques de hackers da BellTroX voltados para alvos americanos estão atualmente sob investigação da polícia dos EUA, disseram à Reuters cinco pessoas familiarizadas com o assunto. O Departamento de Justiça dos EUA se recusou a comentar.

A Reuters não conhece a identidade dos clientes da BellTroX. Em uma entrevista por telefone, o proprietário da empresa, Sumit Gupta, se recusou a divulgar quem o contratou e negou qualquer irregularidade.

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Já o fundador da Muddy Waters, Carson Block, disse que ficou “decepcionado, mas não surpreso, ao saber que provavelmente fomos alvos de hackers por um cliente da BellTroX”. A KKR se recusou a comentar.

Pesquisadores do grupo de vigilância da Internet Citizen Lab, que passaram mais de dois anos mapeando a infraestrutura usada pelos hackers, divulgaram um relatório nesta terça-feira, 9, dizendo que tinham total confiança de que os funcionários da BellTroX estavam por trás da campanha de espionagem.   

“Esta é uma das maiores operações de espionagem contratada já expostas”, disse o pesquisador do Citizen Lab John Scott-Railton. A Reuters validou os dados verificando-os em relação aos e-mails recebidos pelos alvos. Na lista estão juízes na África do Sul, políticos no México, advogados na França e grupos ambientais nos Estados Unidos. A agência não conseguiu estabelecer quantas das tentativas de invasão foram bem-sucedidas.

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