Empresa dos EUA lança serviço de negociação de ransomware

No mundo real, quem lida com sequestros é a polícia. Já no ciberespaço, negociar com os bandidos virou negócio, veja só
Da Redação
30/09/2020
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest

Se por um lado as autoridades policiais recomendam que as vítimas de ransomware não paguem resgate, já que isso apenas incentiva o crime, uma empresa de segurança da Virgínia chamada GroupSense anunciou ontem que oferecerá um serviço de consultoria e negociação de ransomware. As especialidades originais da GroupSense concentram-se em inteligência de ameaças, mas agora a empresa, sediada em Arlington County (VA) está oferecendo um pacote de serviços para empresas vítimas de ransomware que facilita as negociações com os bandidos.

Em uma nota anunciando os serviços, a empresa afirma que também organiza a eliminação dos dados exfiltrados, para reduzir os riscos cibernéticos associados ao incidente. A GroupSense também oferece outros serviços relacionados a ataques de ransomware e que incluem avaliação do ataque, construção de remediação pós-ataque, suporte que ajuda a vítima conectando-a à tecnologia de suporte e aconselhamento jurídico, junto com as negociações de relato de sinistro, no caso de a vítima estar coberta por uma apóllice de seguro cibernético.

Veja isso
Banco chileno diz que incidente de ransomware foi erro humano
Ransomware lidera sinistros em apólices de seguro na América do Norte

A GroupSense afirma que também oferece serviços de relações públicas e gerenciamento de crise, fazendo as comunicações com clientes, partes interessadas e funcionários.

Em novembro de 2019, o FBI divulgou um comunicado à imprensa pedindo que as vítimas de ransomware paguem o resgate, pois isso não só incentiva o crime como também não garante que a vítima receberá a chave de criptografia nem que ela funcionará. Porém, em fevereiro deste ano, um segundo comunicado feito pelo órgão diz que a vítima deve primeiro analisar a situação e depois decidir se deve pagar ou não o resgate.

Com agências internacionais

Compartilhar:

Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest