Em 5 anos, 51% dos CISOs e CIOs planejam ter IA na segurança

Estudo baseado em entrevistas com 125 líderes de organizações da América Latina que 61% ou já usam ou planejam adotar até o final de 2021 recursos de inteligência artificial
Da Redação
01/09/2021
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Mais de 2/3 das empresas no Brasil, México, Colômbia e Argentina já estão usando inteligência artificial (IA) ou planejam adotar essa tecnologia até o fim de 2021, enquanto 14% planejam investir nessa área a partir de 2022 e 25% não têm planos para adotá-la. 

Os dados contam do relatório “Estado das Estratégias de Aplicação 2021 – Edição América Latina”, da empresa de segurança cibernética F5 Networks, elaborado a partir de entrevistas realizadas no início deste ano com 125 CIOs e CISOs de empresas usuárias de ICT Security na América Latina. Esse grupo inclui algumas das maiores organizações da região, especialmente nos segmentos de telecomunicações, finanças e governo do Brasil, México, Colômbia e Argentina. 

A luta contra fraudes digitais é, segundo o estudo da F5, uma preocupação de 77% dos os CIOs e CISOs entrevistados. Nessa pergunta de múltipla escolha, 74% disseram buscar aumentar a proteção de dados de clientes. “Vale destacar que nem todos os países da América Latina contam com leis como a LGPD; isso explica que, embora um grande número de entrevistados preocupe-se com a proteção de dados de clientes, somente 40% busquem a conformidade a normas e leis”, analisa Rafael Sampaio, engenheiro de soluções da F5 Networks Brasil.

Os projetos digitais das empresas pesquisadas apresentam diferentes graus de maturidade. Cinquenta e oito por cento já ultrapassaram a fase de migração de processos analógicos para digitais e, agora, estão expandindo sua superfície digitalizada. Nessa questão de múltipla escolha, 51% disseram que já adotam soluções de inteligência artificial, um guarda-chuva muito amplo que vai de bots para atendimento ao cliente às mais sofisticadas soluções de cyber segurança. Para Sampaio, merece destaque o fato de que 31% dos entrevistados disseram estar ainda na fase inicial de digitalização de processos.

As mudanças trazidas pela pandemia, por outro lado, estão acelerando a modernização de aplicações tradicionais ou legadas. “Trinta e quatro por cento dos entrevistados encontraram no consumo de APIs uma forma ágil de atualizar a plataforma sem ter de incorrer nos custos de refatoração [novo desenvolvimento] do código das aplicações”, diz Sampaio. Hoje, o mercado conta com WAFs (web application firewalls) que protegem a aplicação e as APIs.

Desenvolvimento de novos códigos

A modernização das aplicações passa, também, pelo uso de novas interfaces para as aplicações legadas (28%) e pela decisão de refatorar o código da aplicação (23%). O estudo da F5 aponta que 19% dos entrevistados estão fazendo a mudança para ambiente multinuvem. “Trata-se da operação ‘lift and shift’, em que a aplicação legada migra do data center on-premises para a nuvem. Esse índice mostra que parte da nossa região ainda está na primeira fase de adoção da nuvem”, explica Sampaio. 

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Na resposta sobre os planos dos CISOs e CIOs para os próximos cinco anos chama a atenção o interesse pela arquitetura de segurança de acesso à nuvem SASE (secure access service edge), já que 53% dos dos entrevistados disseram estar estudando esse conceito. Nessa resposta de múltipla escolha, em segundo lugar vem o uso de SaaS (software como serviço), com 52%. O uso de recursos de inteligência artificial nas operações de TI e de segurança é algo que está no radar de 51% dos líderes dos setores de telecomunicações, finanças e governo.

Por fim, na pergunta sobre quais habilidades de automação e orquestração de elementos críticos da aplicação moderna como micro serviços e containers em instâncias múltiplas de nuvem faltam nas organizações, 53% afirmaram não contar com ferramentas de suporte às atividades de automação e orquestração. 

Também uma resposta de múltipla escolha, esse ponto mostra que 47% dos entrevistados não contam com tecnologias como Terraform e GitHub e 37% não têm habilidades para trabalhar com APIs. Somente 4% afirmaram contar com tudo o que precisam para realizar a automação e a orquestração dos componentes de suas aplicações.

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