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Eleições americanas continuarão vulneráveis a ataques

Da Redação
23/01/2020
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Evidências de problemas na segurança e na infraestrutura eleitoral indicam que a correção dos problemas ocorridos em 2016 não será feita a tempo das eleições em novembro

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A menos de 11 meses das eleições gerais nos Estados Unidos, o voto e a segurança eleitoral continuam sendo um desafio para o sistema político. As ameaças ao pleito parecem hoje tão grandes quanto em 2016, quando hackers e trolls de mídia social apoiados pelo governo russo espalharam notícias falsas e fizeram propaganda para favorecer Donald Trump.

Indiscutivelmente, a segurança do voto tem feito grandes avanços desde 2016. Os governos estaduais e locais aproveitaram o aumento de recursos oriundos da “Lei de Voto da América” para ajudar a melhorar sua infraestrutura e coordenar melhor o pleito para fortalecer os sistemas eleitorais. O Congresso alocou US$ 425 milhões como parte de um compromisso de gastos, aprovado e promulgado no fim de dezembro do ano passado, dando às autoridades eleitorais ainda mais liberdade para fazer melhorias.

As melhorias na maneira como o país responde às ameaças eleitorais podem acelerar a decisão anunciada na semana passada pelo FBI de alterar a maneira como informa as autoridades estaduais sobre violações de segurança nas eleições locais. No passado, o FBI informava as autoridades estaduais de ataques à infraestrutura eleitoral somente depois de informar as autoridades locais, o que as obrigam a processar a contagem dos votos e outros esforços, sem informações completas. Agora, a agência planeja manter as autoridades estaduais informadas de maneira mais rápida, na esperança de melhorar a cooperação federal e estadual em questões de segurança eleitoral.

Problemas na infraestrutura eleitoral

No entanto, as evidências de problemas na infraestrutura eleitoral, descobertas desde 2016, indicam que a correção dos problemas é uma proposta de longo prazo, que não será feita a tempo das eleições em novembro. Relatório do consultor Robert Mueller aponta que dois sistemas do condado da Flórida foram invadidos por hackers russos no período que antecedeu a eleição em 2016. Ele descobriu ainda que um fornecedor de software eleitoral, supostamente um dos principais fornecedores do setor, a VR Systems, era vítima de uma campanha de phishing bem-sucedida por hackers, que implantaram malware na rede do fornecedor.

Na semana passada, em um depoimento apresentado no tribunal federal de Atlanta, o especialista em segurança Logan Lamb encontrou evidências sugerindo que um servidor de eleições na Geórgia havia sido hackeado em dezembro de 2014. Ele descobriu ainda que os logs de acesso ao servidor foram excluídos em março de 2017, logo após um dos seus colegas alertaram funcionários da Universidade Estadual de Kennesaw, que gerencia os servidores, de que o servidor ainda estava vulnerável. Devido a vulnerabilidades generalizadas em dezenas de milhares de distritos eleitorais, muitos especialistas temem a repetição dos mesmos problemas que o país experimentou em 2016.

De acordo com um relatório recente da AP, temores de problemas em potencial já estão sendo sentidos em todo o cenário eleitoral dos EUA, com funcionários eleitorais de pelo menos duas dúzias de estados relatando atividades cibernéticas suspeitas recentes. Com agências de notícias internacionais.

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