abstract-1238976_640.jpg

Empresas e ONGs criam coalizão para combater stalkerware

Da Redação
19/11/2019
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest

Grupos de direitos humanos e empresas de tecnologia se unem para combater software malicioso que espiona e ameaça mulheres, parceiros e trabalhadores

abstract-1238976_640.jpg

A Electronic Frontier Foundation (EFF), Kaspersky, Operation Safe Escape e outras sete organizações lançaram nesta terça-feira, 19, a Coalition Against Stalkerware, com objetivo de unir e mobilizar empresas de software de segurança e advogados de vítimas de abuso doméstico em ações para combater e desligar aplicativos maliciosos de stalkerware.

Stalkerware é um tipo de software de espionagem disponível comercialmente instalado em celulares sem o conhecimento ou consentimento dos proprietários para espioná-los secretamente. Os aplicativos rastreiam a localização das vítimas e permitem que os malfeitores leiam suas mensagens de texto, monitorem chamadas telefônicas, vejam fotos, vídeos e navegação na web e muito mais. O programa está sendo usado em todo o mundo para intimidar, assediar e chantagear vítimas, e é uma ferramenta favorita para assediadores e cônjuges ou ex-parceiros abusivos.

Grupos que apoiam alvos de abuso doméstico estão vendo um número crescente de vítimas buscando ajuda. De acordo com a Kaspersky, o número de usuários de antivírus que encontraram stalkerware em seus dispositivos aumentou 35%, de 27.798 em 2018 para 37.532 neste ano. O cenário de ameaças para stalkerware também aumentou, pois a Kaspersky detectou 380 variantes de stalkerware somente neste ano — 31% mais do que um ano atrás.

A Coalition Against Stalkerware visa fornecer ajuda às vítimas e reunir empresas de antivírus para estabelecer as melhores práticas para o desenvolvimento ético de software. Como primeiro passo, os membros fundadores da coalizão criaram uma definição adequada de stalkerware — distinguindo-o do software de vigilância usado para fins legítimos — e chegaram a um consenso sobre os critérios para detectá-lo.

No futuro, a coalizão trabalhará em conjunto para chamar a atenção e alertar as pessoas sobre os aplicativos, educar os consumidores sobre como o stalkerware funciona e como identificá-lo e removê-lo dos celulares, além de fornecer recursos online e ajudar as vítimas de stalkerware e incentivar os fabricantes de antivírus a criar detecção de stalkerware em seus produtos.

A coalizão lançou nesta terça-feira um portal (stopstalkerware.org) com links para histórias de sobreviventes de stalkerware, um mapa que identifica estados norte-americanos (o portal estará disponível num primeiro momento somente nos EUA; a aliança não informou se pretende ampliá-lo para outros países) com leis anti-stalkerware e grupos que fornecem apoio e serviços para vítimas de violência doméstica.

A maioria dos stalkerwares não está disponível nas lojas de aplicativos, mas é possível fazer o download em sites dedicados por apenas US$ 7 por mês. Entretanto, não é impossível encontrá-los em lojas de aplicativos, pois alguns se passam por software de monitoramento de crianças ou funcionários. Em julho, o Google removeu sete aplicativos para vigiar pessoas da Play Store.

Compartilhar:

Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest