Dona do Financial Times perde US$ 29M em golpe via email

No golpe contra a Nikkei America os bandidos se fizeram passar por um executivo de outra empresa e conseguiram a transferência de US$ 29 milhões para um banco em Hong Kong

A Nikkei America, subsidiária nos EUA da empresa japonesa de mídia Nikkei, comunicou ao mercado em 30 de outubro que um de seus funcionários transferiu o equivalente a 3,2 bilhões de ienes japoneses “com base em instruções fraudulentas de terceiros”, que se apresentava como chefe corporativo. É o mais recente BEC (business email compromise ou ataque de comprometimento de e-mail) de perfil elevado, realizado por fraudadores que exploram a confiança dos funcionários em outras pessoas da organização. A empresa não forneceu detalhes específicos, dizendo apenas que rapidamente percebeu haver sido fraudada e que havia notificado as autoridades nos EUA e em Hong Kong (para onde costuma ir muito dinheiro obtido nesse tipo de golpe).

“Estamos investigando e verificando os detalhes dos fatos e causas deste incidente”, disse Nikkei no comunicado. A empresa publica o índice de ações Nikkei 225, que monitora a Bolsa de Valores de Tóquio.

Fundada em 1876, a Nikkei Inc. é uma marca de mídia conhecida por sua cobertura em toda a Ásia. Emprega cerca de 1.500 jornalistas em todo o mundo e opera 37 agências de notícias. A Nikkei adquiriu o Financial Times em 2015 por US $ 1,3 bilhão.

Muitos outros golpes do mesmo tipo já ocorreram. Um deles com o banco Lehman Brothers em 2008 levou a um processo contra a trading japonesa Marubeni, depois de sofrer um golpe avaliado em US$ 352 milhões envolvendo documentos falsificados e um impostor nos próprios escritórios da Marubeni. Golpes de comprometimento de e-mail comercial, como o da NIkkei, ocorrem quando ladrões se apresentam como colegas de trabalho, chefes, parceiros ou amigos de confiança, e já custaram no mundo inteiro um prejuízo de US$ 29 bilhões entre junho de 2016 e julho deste ano, segundo o FBI. As autoridades policiais, no entanto, acham que esse número é certamente menor que o total real, devido à hesitação do setor privado em relatar esses prejuízos.

Com agências internacionais

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