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Dois em cada cinco brasileiros já foram vítimas de golpe de phishing

Phishing por e-mail é o tipo mais comum de golpe que vitimam usuários no Brasil, de acordo com pesquisa da Avast
Da Redação
24/11/2020
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Dentre os brasileiros que foram vítimas de golpes de phishing, quase um quarto (24%) teve de alterar sua senha, 15% foram obrigados a cancelar o cartão de crédito/débito, 9% tiveram seus dados pessoais foram roubados e 8%, dinheiro roubado. Daqueles que sofreram perdas financeiras, 46% tiveram prejuízo de mais que R$ 1.590,00.

Os dados são de pesquisa da empresa de segurança digital Avast, que questionou os brasileiros se eles se depararam ou foram vítimas de vários tipos de phishing, desde phishing por e-mail, sites de phishing, phishing por telefone, smishingaté phishing físico. O levantamento constatou que o tipo mais comum de golpe de phishing, que as pessoas encontraram e foram vítimas, no entanto, é o phishing por e-mail.

A Avast diz ter protegido de janeiro a setembro deste ano uma média de 3.700 de 100 mil brasileiros, mensalmente, contra os ataques de phishing.

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“A engenharia social é usada para realizar phishing, induzindo as pessoas a realizar certas ações. Os cibercriminosos usam a engenharia social para tirar proveito do comportamento humano, pois é mais fácil enganar uma pessoa do que invadir um sistema. Eles fazem isso brincando com as emoções das pessoas, usando o medo, aplicando pressão sobre a vítima com um senso de urgência, entusiasmo ou alegando que precisam de caridade”, comenta André Munhoz, diretor geral da Avast no Brasil.

Oura descoberta da Avast é que a maioria dos golpes de phishing não são relatados. Dois terços dos brasileiros que foram vítimas de phishing, não comunicaram o golpe. Os motivos para não denunciar os golpes, incluem: não saber para quem denunciar o golpe (41%); 23% disseram não ter visto golpe, como sendo o problema; 18% alegaram não acreditar que algo aconteceria se relatado; e 15% alegaram que a informação coletada não valeria nada.

Entre as vítimas de phishing que relataram o golpe, aproximadamente metade (47%) relatou o golpe à polícia; 31% relatou o golpe ao provedor de e-mail; 27% ao provedor do sistema operacional, 17% relatou o golpe ao provedor de antivírus; e 13% relatou o golpe ao provedor de telecomunicações.

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