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Diversidade ainda é desafio na área de segurança

Da Redação
24/10/2019
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Pesquisa mostra de que 91% dos profissionais de cibersegurança nos EUA, Reino Unido, Canadá, Índia, Austrália e Holanda são do sexo masculino. Estudo também constatou uma grande disparidade racial

A diversidade de gênero e raça e o estresse dos profissionais de segurança cibernética ainda são desafios para empresas no mundo todo. Pesquisa encomendada pela Exabeam, fornecedora de soluções de gerenciamento e correlação de eventos de segurança (SIEM, na sigla em inglês), para avaliar salários, habilidades e estresse dos profissionais de segurança, com base em uma pesquisa global com 479 executivos dessa área, revela que as mulheres continuam subrepresentadas.

Entre os analistas de segurança entrevistados ​​nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Índia, Austrália e Holanda 91% eram do sexo masculino, o que representa uma persistente disparidade de gênero na segurança cibernética. Além disso, o levantamento também constatou uma grande disparidade racial, com afro-americanos representados por menos de 3% dos entrevistados na pesquisa. Do número total de entrevistados, a maioria, ou 65%, foi identificada como caucasiana. As pessoas de ascendência asiática representavam apenas 13% dos entrevistados, enquanto ainda menos (9%) eram latinas/hispânicas.

“A falta de diversidade nesta pesquisa é um microcosmo do problema mais amplo que afeta a indústria de segurança cibernética”, disse Trevor Daughney, vice-presidente de marketing de produtos da Exabeam. “Quando consideramos as ameaças contínuas e adversários externos que os profissionais cibernéticos enfrentam, entendemos que combatê-los geralmente requer uma abordagem multidisciplinar. Construir uma equipe diversificada de pessoas cria uma visão mais holística do problema e oferece uma variedade de habilidades valiosas para a solução de problemas. Dessa forma, a diversidade realmente melhora os resultados gerais da equipe.”

O dado positivo da pesquisa é que os empregos no setor de segurança mantêm estabilidade, já que quase a metade (41%) dos profissionais pesquisados ​tem uma carreira no setor há dez anos ou mais. Setenta e um por cento dizem que estão satisfeitos ou muito satisfeitos com seus empregos e responsabilidades, o que representa uma queda em relação a 2018, quando 83% dos entrevistados se diziam satisfeitos. Setenta e seis por cento se sentem seguros ou muito seguros na sua função atual, enquanto 78% dos participantes disseram que recomendariam uma carreira em segurança cibernética.

Os salários médios — que se mantiveram inalterados em 2018 — variaram em média entre US$ 75 mil e US$ 100 mil e cerca de metade, ou 53% dos entrevistados, relataram satisfação com sua remuneração, um aumento de 35% no ano passado. Curiosamente, 58% relataram que um ambiente de trabalho desafiador era o aspecto mais gratificante do trabalho, enquanto a falta de oportunidades de avanço era o menos gratificante.

Os participantes da pesquisa também indicaram que lutam contra o esgotamento e a fadiga. O levantamento verificou que trabalho do profissional de segurança está sendo exacerbado pela falta de habilidades e devido a enxurrada incessante de ameaças cibernéticas avançadas. Sessenta e dois por cento dos profissionais do setor citaram que seus empregos são estressantes ou muito estressantes e 44% não sentem que estão alcançando um equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Além disso, enquanto uma minoria de entrevistados (40%) estava procurando ativamente um novo emprego, mais da metade (51%) disse que seus motivos para isso eram uma remuneração insuficiente e uma liderança sênior que não dá apoio. Em relação às ferramentas, o estudo revela que os profissionais do Centro de Operações de Segurança (SOC) utilizam regularmente SIEM. Firewalls foram citados como as tecnologias mais comuns usadas, com WHOIS, NSLOOKUP, segurança de e-mail, sistemas de prevenção de intrusões e +NGF. Além disso, apenas 16% dos entrevistados estão usando automação. Por outro lado, 41% admitem não ter planos de usar a automação, apesar de 60% discordarem que a automação era uma ameaça aos seus empregos e 80% dizerem que a automação facilita seus trabalhos e melhora a segurança.

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