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Descobrir ameaças no big data gerado pelas redes: só com IA

O combate ao cibercrime durante a covid-19, exige coleta, monitoramento e análise de dados explica executiva da Trend Micro
Da Redação
10/07/2020
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A quantidade de dados que circulava nas redes em geral já era grande antes da pandemia. Com a migração de milhões de trabalhadores para o home office, o volume cresceu ainda mais – e o volume de ameaças cresceu junto. Hoje, só com a aplicação de inteligência artificial e de seus algoritmos sobre esse enorme conjunto de dados é possível aprender e fazer novas descobertas relacionadas a ameaças no ambiente cibernético: “O combate ao crime cibernético, especialmente durante a crise da covid-19, exige coleta, monitoramento e análise de dados”, afirma Myla Pilão, diretora de Technical Marketing da Trend Micro.

“Já vimos como a Inteligência Artificial e o aprendizado de máquina têm sido usados para coletar informações e verificar como esses dados se relacionam a fraudes digitais durante a pandemia”, afirma Myla. Mas a executiva acha que certos desafio limitam as organizações na adoção dessas tecnologias, entre eles as restrições de acesso aos dados em razão da privacidade dos usuários e das empresas – e também a contaminação das informações pela forma como elas são processadas ou armazenadas.

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A especialista, também responsável por liderar a divisão de monitoramento de ameaças de segurança na Trend Micro, avalia que desde o início da crise da covid-19 foram detectadas muito mais ocorrências relacionadas a fraudes sobre e-mails corporativos, transações financeiras e de comércio eletrônico: “Em grande parte, 95% dos ataques relacionados à pandemia estão usando mensagens de spam e técnicas de phishing como porta de entrada”, afirma.

Com relação às fraudes relacionadas ao comércio eletrônico, Myla ressalta que naturalmente há maior incidência, uma vez que o volume de pedidos nesse ramo cresceu em razão dos distanciamento social: “Esse cenário deu origem à oportunidade para o uso de sites fraudulentos para interceptar transações”, comenta. O Brasil, segundo ela, é um dos 30 países onde o número de endereços maliciosos na internet mais cresceu durante a pandemia.

A executiva observa que a crise proporcionou novas oportunidades para falsários lucrarem no ciberespaço: “O mais notável é que o leque de negociações na dark web permanece inalterado nos últimos anos. No entanto, o comércio de acessos a terminais de vendas por cartão (POS na sigla em inglês) e informações de cartão de crédito roubadas permanecem entre as quatro principais ofertas do mercado underground”, afirma.

A especialista ressaltou também que durante a crise da covid-19 os criminosos obtiveram lucro explorando consumidores e organizações por outros meios. Entre eles estão o roubo de credenciais em plataformas de streaming de vídeo e de jogos, uso de extorsão por meio de ransomware, além de fraudes com pedidos de doações para a pandemia e com as credenciais para obtenção de auxílio financeiro emergencial pagos.

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