Descobertos 200 mil novos instaladores de trojans móveis

Da Redação
28/02/2023

Pesquisadores de segurança cibernética descobriram 196.476 novos instaladores de trojans bancários móveis no ano passado, mais que o dobro do encontrado em 2021. As descobertas da Kaspersky foram compartilhadas em um relatório da empresa publicado nesta terça-feira, 28. “Esse aumento alarmante no número de trojans bancários móveis também é o mais alto já relatado nos últimos seis anos”, escreveu a empresa.

De acordo com os especialistas em segurança, os números sugerem que os cibercriminosos estão cada vez mais visando usuários móveis para roubar dados financeiros e investir na criação de novos malwares. “Os cibercriminosos geralmente espalham trojans por meio de lojas de aplicativos oficiais e não oficiais. O Google Play ainda continha downloaders para outras famílias de trojans bancários, como Sharkbot, Anatsa/Teaban, Octo/Coper e Xenomorph, todos disfarçados de utilitários”, diz o relatório.

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Apesar do crescimento de trojans, a Kaspersky diz que detectou 1.661.743 instaladores de malware ou software indesejado em geral em 2022, o que é menos que os 1.803.013 verificados em 2021. “Embora tenha havido declínio nos instaladores de malware em geral, o crescimento contínuo de cavalos de Tróia bancários móveis é uma indicação clara de que os cibercriminosos estão se concentrando em ganhos financeiros”, explicou Tatyana Shishkova, especialista em segurança da Kaspersky. “Como nossas vidas giram cada vez mais em torno de dispositivos móveis, é mais importante do que nunca que os usuários permaneçam vigilantes contra ameaças móveis e tomem as medidas necessárias para se proteger.”

O relatório também contém uma série de recomendações para ajudar os usuários a se defenderem contra ameaças móveis. Isso inclui o download de aplicativos apenas de lojas oficiais. As permissões de aplicativos também devem ser verificadas regularmente e os aplicativos sempre atualizados.

O relatório da Kaspersky parece confirmar uma previsão de setembro de 2022 da PwC, sugerindo que o celular seria um dos principais vetores de ameaças para este ano.

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