DDoS: mais fracos, porém mais numerosos, no terceiro trimestre

Dados da Cloudflare indicam que 85% dos ataques foram abaixo de 500 Mbps, valor suficiente para interromper recursos mal protegidos
Da Redação
23/11/2020
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No terceiro trimestre deste ano, os ataques DDoS se tornaram mais numerosos, em média, do que no mesmo período de 2019, mas menos poderosos. Os dados foram divulgados pela Cloudflare, segundo a qual não devemos baixar a guarda, pois pequenos ataques podem distrair os gerentes de rede de problemas muito mais sérios.

No total, 85% dos ataques estiveram abaixo de 500 Mbps, o que é considerado um valor baixo, mas ainda suficiente para interromper recursos mal protegidos conectados à Web. Os especialistas Omer Yoachimik e Vivek Ganti, da Cloudflare, observam que ” ataques menores podem indicar que a ação é organizada por criminosos iniciantes”, porém esses ataques também poderiam “servir de cortina de fumaça para distrair os funcionários de segurança, enquanto outros tipos de ataques cibernéticos podem ocorrer ao mesmo tempo”.

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O número geral de ataques está crescendo não apenas no período em análise, mas em todos os meses de 2020, tanto que no terceiro trimestre o total geral foi o dobro do observado no segundo trimestre. Um aumento que, de acordo com John Graham-Cumming, CTO da Cloudflare, é favorecido pela covid-19 e pela quantidade de gente e operações online, e o que chamou a atenção dos cibercriminosos.

O ataque mais importante registrado pela rede Cloudflare refere-se ao botnet Mirai. A ação teve origem em 18.705 endereços IP associados a dispositivos infectados com Moobot, e atingiu 654 Gbps. A campanha durou quase 10 dias. No entanto, 87% dos ataques foram inferiores a 1 Gbps. O tamanho médio dos pacotes também diminuiu, com 47% dos ataques do terceiro trimestre vendo pacotes abaixo de 50 Kpps, em comparação com 19% no segundo trimestre.

Outro fato interessante diz respeito à duração dos ataques: 88% dos ataques cessaram em no máximo uma hora. A Cloudflare chama a atenção para o fato de que ataques de curto prazo podem escapar da detecção: podem ser ações para testar a capacidade de resposta das vítimas a ataques maiores e mais duradouros.

Com agências internacionais

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