Crime digital está globalizado diz Microsoft

Paulo Brito
01/07/2014
cibercrime globalizado
Diagrama da comunicação – clique para ampliar

Desenvolvedores do Kuwait e da Argélia contaminaram pelo menos 7,4 milhões de PCs no mundo inteiro com os malwares Bladabindi e Jenxcus, formando uma rede cujo desmantelamento foi iniciado há uma semana pela Microsoft, por meio da sua divisão Digital Crimes Unit. A rede no entanto é muito maior, já que as informações vêm dos PCs protegidos apenas pelo antivírus da Microsoft, que não chega a cobrir 30% do mercado. Richard Domingues Boscovich, porta-voz da unidade de Crimes Digitais, disse que esta é a primeira vez que se descobre um caso grave envolvendo malware escrito fora do leste europeu: “Isso demonstra que de fato o cibercrime está globalizado”, disse ele. O malware foi anunciado e vendido por meio de redes sociais; sua plataforma de controle tem dashboards com funções como visualizar telas em real time, keylogging, gravação de senhas e escuta de conversas, segundo processo aberto na corte federal de Nevada dia 19 de junho e aberta segunda-feira passada. O processo foi aberto em Nevada porque o principal meio de comunicação do malware era feito por meio dos servidores do provedor de hospedagem Vitalwerks, de Reno, Nevada, que oferece serviço de DNS dinâmico pago ou gratuito. A ação permite que os técnicos bloqueiem a comunicação entre malware e as máquinas por meio desse provedor.

Infelizmente, é apenas a ponta do iceberg.

 

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