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Cortes de investimento na Covid-19: cyber fica por último

Da Redação
17/04/2020
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Tendência aparece na pesquisa bi-semanal COVID-19 CFO Pulse Survey, da PwC, que monitora a visão dos CFOs durante a pandemia e as ações que eles estão realizando para responder aos problemas

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A PwC publicou esta semana o relatório da sua última pesquisa Covid-19 CFO Pulse Survey, e ela traz um dado animador para os profissionais de cibersegurança: os gestores de finanças vão fazer cortes em oito outras áreas antes de chegarem à de segurança da informação. A pesquisa é a terceira desde que os bloqueios de emergência entraram em vigor nos EUA. Ela reflete as opiniões de 313 gestores financeiros de corporações dos EUA, colhidas durante a semana de 6 de abril. Foi uma semana em que os pedidos de desemprego aumentaram, totalizando 16,8 milhões desde meados de março – ao mesmo tempo em que o foco das atenções passou a ser o programa de empréstimos do governo para pequenas empresas.

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O foco na contenção de custos de todas as empresa ampliou as perspectivas de mais interrupções, com todas considerando os piores cenários ao avaliarem os impactos no caixa. Os CFOs também já decidiram quais programas proteger. Eles não querem cortar investimentos, por exemplo, em transformação digital, experiência do cliente ou no binômio cibersegurança / privacidade. Instalações e gastos gerais de capital, por outro lado, são difíceis de justificar agora, e 82% dos CFOs dos EUA estão considerando medidas de contenção nessa área. O número de respostas por área indica que os cortes de investimentos têm a seguinte ordem:

  • Instalações / despesas gerais de capital 82%
  • Força de trabalho 67%
  • Operações 55%
  • TI 53%
  • P&D 27%
  • Transformação digital 25%
  • Experiência do cliente 15%
  • Atividades ambientais, sociais e de governança 10%
  • Cibersegurança ou privacidade 2%

O relatório da PwC conta que, por outro lado, as empresas de tecnologia, mídia e telecomunicações (TMT) estão impulsionando a economia, já que os consumidores buscam informações, entretenimento e conforto online, muitas vezes enquanto trabalham ou estudam remotamente. Independentemente disso, os CFOs dessas empresas são cautelosos. “É mais provável que estejam considerando implementar medidas de contenção de custos (93%) em comparação com 82% em todos os setores”.

Segundo a PwC, as empresas de TMT também pretendem cortar gastos onde o impacto será menor no curto prazo: “A pesquisa e o desenvolvimento sempre estiveram no centro das empresas de TMT, assim como as proteções dos trabalhadores. De todos os setores, as empresas de TMT podem estar melhor posicionadas para enfrentar as piores consequências da Covid-19, porque os consumidores se abrigam em seus produtos e serviços. Mas, embora a demanda atualmente seja alta para produtos que ofereçam suporte ao trabalho remoto, educação on-line e distanciamento social, esses CFOs estão cientes de que uma possível recessão global poderá diminuir a demanda no futuro. Em resposta, as empresas de tecnologia, mídia e telecomunicações estão adotando medidas para conter custos e adiar investimentos até que tenham uma noção melhor do que a recuperação trará.

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